{"id":5445,"date":"2023-10-01T08:11:19","date_gmt":"2023-10-01T11:11:19","guid":{"rendered":"https:\/\/4tuneagencia.digital\/blog\/a-influencia-dos-anuncios-publicitarios-de-moda-da-revista-vogue-brasil-sobre-o-publico-feminino-uol\/"},"modified":"2023-10-01T08:11:19","modified_gmt":"2023-10-01T11:11:19","slug":"a-influencia-dos-anuncios-publicitarios-de-moda-da-revista-vogue-brasil-sobre-o-publico-feminino-uol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/4tuneagencia.digital\/blog\/a-influencia-dos-anuncios-publicitarios-de-moda-da-revista-vogue-brasil-sobre-o-publico-feminino-uol\/","title":{"rendered":"A INFLU\u00caNCIA DOS AN\u00daNCIOS PUBLICIT\u00c1RIOS DE MODA DA REVISTA VOGUE BRASIL SOBRE O P\u00daBLICO FEMININO &#8211; UOL"},"content":{"rendered":"<p>O texto publicado foi encaminhado por um usu\u00e1rio do site por meio do canal colaborativo Monografias. <strong> Brasil Escola n\u00e3o se responsabiliza pelo conte\u00fado do artigo publicado, que \u00e9 de total responsabilidade do autor <\/strong>. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: <a href=\"https:\/\/www.brasilescola.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.brasilescola.com<\/a>.                     <br \/>Esta pesquisa teve como objetivo compreender o comportamento do consumidor, com foco espec&iacute;fico no comportamento das mulheres. A pesquisa englobou o contexto hist&oacute;rico da mulher at&eacute; os dias de hoje, a hist&oacute;ria da moda, as teorias do processo de decis&atilde;o de compra, e o comportamento do consumidor de moda. Com base nos estudos feitos por diversos autores que foram usados como refer&ecirc;ncia, a mulher sempre foi uma grande consumidora de moda, que acabou chamando a aten&ccedil;&atilde;o e sendo um grande atrativo para diversas empresas desses setores e dos profissionais de marketing. Com isso, este trabalho buscou investigar a influ&ecirc;ncia dos an&uacute;ncios de moda da revista Vogue Brasil perante o p&uacute;blico feminino. O m&eacute;todo utilizado na pesquisa, de acordo com o os objetivos do trabalho foi a pesquisa qualitativa por meio da pesquisa em profundidade e descri&ccedil;&atilde;o dos dados foi feita da forma qualitativa- descritiva e a coleta de informa&ccedil;&otilde;es de dados foi feita por meio de anota&ccedil;&otilde;es.<br \/>Palavras chave: Comportamento do consumidor, moda, Vogue Brasil, mulheres, an&uacute;ncios publicit&aacute;rios.<br \/>A escolha do tema se deu pelo fato das revistas direcionadas &agrave;s mulheres possu&iacute;rem na maior parte de seu conte&uacute;do um grande n&uacute;mero de an&uacute;ncios de moda, o que possibilitou o surgimento de revistas especializadas no mercado sobre este segmento.<br \/>Segundo Pezzolo (2009), as mulheres ao longo da hist&oacute;ria sempre buscaram construir um estilo, tendo como influ&ecirc;ncias as mudan&ccedil;as e as evolu&ccedil;&otilde;es de cada &eacute;poca j&aacute; que elas participaram e contribu&iacute;ram para as transforma&ccedil;&otilde;es presentes na moda.<br \/>Segundo Fujisawa (2006), as mulheres do s&eacute;culo XXI, possuem um reconhecimento e um respeito proveniente da luta da pela liberta&ccedil;&atilde;o feminista ocorrido no s&eacute;culo passado, em que elas se esfor&ccedil;aram e batalharam para a garantia de seus direitos e de ideais mais justos.<br \/>Assim, para poder falar sobre as mulheres atuais, que s&atilde;o o objeto de estudo, ser&aacute; necess&aacute;rio um breve entendimento sobre o processo e o contexto social em que essas mulheres foram inseridas, e seus esfor&ccedil;os que culminaram nas mulheres do s&eacute;culo XXI.<br \/>Al&eacute;m disso, ser&aacute; indispens&aacute;vel para o estudo, a an&aacute;lise acerca do contexto do comportamento do consumidor j&aacute; que, o conhecimento desse assunto &eacute; importante e preciso, para entendermos e compreendermos melhor o comportamento do consumidor.<br \/>A pesquisa se delimitar&aacute; a estudar a influ&ecirc;ncia dos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de moda sobre as mulheres capixabas, pelo fato delas sempre gostarem e acompanharem o processo da moda, contribuindo para as transforma&ccedil;&otilde;es hoje existentes.<br \/>Ser&atilde;o o foco da pesquisa, os an&uacute;ncios de moda publicados na revista Vogue que &eacute; uma revista conhecida internacionalmente no segmento moda, tanto para leitores que apreciam a moda, como tamb&eacute;m para profissionais da &aacute;rea.<br \/>Como a revista tem publica&ccedil;&atilde;o em diversos pa&iacute;ses, o estudo da pesquisa se concentrar&aacute; nos an&uacute;ncios da Vogue Brasil, j&aacute; que a vers&atilde;o brasileira possui marcas nacionais e conhecidas, e &eacute; mais facilmente encontrada em livrarias e bancas de jornal.<br \/>A Vogue &eacute; uma revista de moda, que segundo Callan (1992), foi criada em 1892 nos Estados Unidos. A revista era publicada semanalmente com assuntos dedicado &agrave;s mulheres, como moda e beleza.<br \/>Por&eacute;m, de acordo com a autora, a edi&ccedil;&atilde;o da revista Vogue Brasil s&oacute; foi lan&ccedil;ada no pa&iacute;s em 1975 pelo fundador da revista americana. Atualmente, a Vogue Brasil &eacute; publicada pela editora Globo Cond&eacute; Nast e segue os mesmos padr&otilde;es das publica&ccedil;&otilde;es internacionais, tendo um design moderno e avan&ccedil;ado.<br \/>Segundo a pesquisa realizada pelo IVC, entre janeiro e julho de 2009, publicado no site da Vogue Brasil, a revista possui uma tiragem de 57.652 mil exemplares e possui aproximadamente 291.000 leitores, sendo que, cerca de 73% s&atilde;o mulheres e 59% das leitoras tem entre 18 e 39 anos.<br \/>O tema &eacute; atual, devido ao crescente n&uacute;mero de produtos e segmentos voltados para o p&uacute;blico feminino, e consequentemente o surgimento de marcas direcionadas &agrave; mulher, aumentando com isso, o n&uacute;mero de an&uacute;ncios publicit&aacute;rios.<br \/>Quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o: De que maneira os an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de moda da Revista Vogue Brasil conseguem influenciar as consumidoras capixabas?<br \/>A pesquisa vai se fundamentar atrav&eacute;s de bases relacionadas ao comportamento do consumidor para poder responder as hip&oacute;teses do trabalho, j&aacute; que segundo Gade (1998), o estudo do comportamento do consumidor &eacute; um instrumento muito utilizado na publicidade, sendo que de acordo com a autora, esse segmento est&aacute; relacionado com os fatores que influenciam o processo decis&oacute;rio dos consumidores.<br \/>O estudo possibilitar&aacute; um maior entendimento sobre o comportamento feminino, bem como a influ&ecirc;ncia exercida pelos an&uacute;ncios sobre essas consumidoras, e com isso, responder o questionamento levantado.<br \/>Assim, espera-se que a pesquisa possa contribuir para as &aacute;reas relacionadas ao estudo, colaborando para as &aacute;reas de publicidade, moda e comportamento do consumidor.<br \/>Ap&oacute;s o estudo sobre os autores das &aacute;reas relacionadas ao tema, e o conhecimento da relev&acirc;ncia do assunto que ir&aacute; ser estudado, chega-se a elabora&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese que desencadear&aacute; o estudo da pesquisa: Presume-se que os an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de moda da revista Vogue Brasil influenciem totalmente o comportamento de compra das mulheres capixabas.<br \/>O estudo tem como objetivo pesquisar a influ&ecirc;ncia dos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de moda veiculados na revista Vogue Brasil, sobre as mulheres capixabas.<br \/>Conhecer a hist&oacute;ria da moda, bem como a hist&oacute;ria e a evolu&ccedil;&atilde;o da publicidade.<br \/>Compreender os conceitos de moda e publicidade.<br \/>Conhecer o surgimento da Vogue, bem como o hist&oacute;rico da Vogue Brasil.<br \/>Contribuir com novas informa&ccedil;&otilde;es sobre o tema nos campos das disciplinas de publicidade e moda.<br \/>Assim, espera-se poder entender melhor a influ&ecirc;ncia da publicidade sobre as mulheres capixabas, e que estudo possa tamb&eacute;m despertar interesse no p&uacute;blico feminino em geral, bem como nos profissionais da &aacute;rea relacionados ao tema.<br \/>Uma dos motivos considerados para a escolha do tema proposto foi uma aproxima&ccedil;&atilde;o com a disciplina do comportamento do consumidor, que foram ministradas ao longo curso de Publicidade e Propaganda no Centro Universit&aacute;rio Vila Velha.<br \/>O estudo dessa mat&eacute;ria possibilitou conhecer as diferentes t&eacute;cnicas e teorias existentes nesse campo, despertando o interesse de saber como elas s&atilde;o trabalhadas para poder induzir e influenciar os consumidores &agrave; compra.<br \/>Podemos observar que as mulheres at&eacute; os dias de hoje, buscaram sempre estar na moda, fazendo com que este segmento, assim como a publicidade, permanecesse presente em seu cotidiano, independentemente da idade, tendo as consumidoras necessidades e desejo de compra.<br \/>Segundo Thompson (apud Miranda, 2008), as mulheres s&atilde;o mais propensas &agrave;s mensagens publicit&aacute;rias do que os homens, em que acabam sendo mais vulner&aacute;veis aos an&uacute;ncios de moda, sendo este, um fator determinante para se delimitar qual o tipo de p&uacute;blico estudar.<br \/>Apesar de haver um grande n&uacute;mero de m&iacute;dias existentes, e a presen&ccedil;a de revistas ligada ao setor de moda feminino, essa pesquisa relativa ao tema pode nos mostrar que os estudos relacionados &agrave; influ&ecirc;ncia dos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de moda perante o p&uacute;blico feminino capixaba s&atilde;o poucos explorados. Assim, torna-se importante e necess&aacute;rio a realiza&ccedil;&atilde;o desse estudo.<br \/>Espera-se que com o estudo, possa se descobrir a influ&ecirc;ncia dos an&uacute;ncios de moda sobre as consumidoras, bem como o comportamento destas mulheres em rela&ccedil;&atilde;o a esses an&uacute;ncios de moda e que a pesquisa contribua com aspectos importantes e inovadores para os campos que abrangem a publicidade, moda e o comportamento do consumidor, e que o estudo seja v&aacute;lido tamb&eacute;m para os profissionais das respectivas &aacute;reas.<br \/>Para a constru&ccedil;&atilde;o do estudo, ser&aacute; imprescind&iacute;vel determinar o percurso metodol&oacute;gico que ser&aacute; utilizado na investiga&ccedil;&atilde;o sobre o tema.<br \/>Segundo Gonsalves (2003), existem cinco tipos de pesquisas, sendo que elas t&ecirc;m que estar de acordo e se relacionar com os objetivos, metas e finalidades de cada estudo e pesquisa.<br \/>A partir da autora podemos dizer que ser&aacute; feita uma pesquisa do tipo descritiva. Segundo Caleffe (2006) a pesquisa do tipo descritiva tem como objetivo a descri&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas de uma popula&ccedil;&atilde;o, fen&ocirc;meno, ou quando se estabelece rela&ccedil;&otilde;es de uma determinada vari&aacute;vel.<br \/>Tamb&eacute;m ser&aacute; realizada em rela&ccedil;&atilde;o ao objeto estudado, uma pesquisa descritiva qualitativa, j&aacute; que o estudo tem como objetivo analisar a influ&ecirc;ncia dos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de moda veiculados na revista Vogue Brasil sobre um determinado grupo, que no caso da pesquisa, foram as mulheres.<br \/>Como j&aacute; dito antes, para a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa, ser&aacute; necess&aacute;rio conhecer os conceitos de moda e publicidade, suas hist&oacute;rias e evolu&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo.<br \/>Para isso, as informa&ccedil;&otilde;es ser&atilde;o obtidas atrav&eacute;s de uma pesquisa bibliogr&aacute;fica al&eacute;m de livros e artigos referentes &agrave; moda, publicidade, e ao comportamento do consumidor, para poder se ter um entendimento sobre o tema proposto, e realizar assim, a pesquisa.<br \/>Para o estudo, ser&aacute; necess&aacute;rio fazer uma pesquisa qualitativa. Para Pinheiro et al. (2006), a pesquisa qualitativa &eacute; um estudo n&atilde;o-estat&iacute;stico que tem como finalidade analisar dados que n&atilde;o s&atilde;o mensur&aacute;veis como inten&ccedil;&otilde;es, pensamentos e comportamentos de um determinado grupo de pessoas. Ainda segundo o autor, esse tipo de pesquisa, proporciona um alcance suficiente para poder descobrir essas vari&aacute;veis n&atilde;o- mensur&aacute;veis que envolvem o consumidor.<br \/>Segundo o Media Kit da Vogue Brasil, as mulheres de 18 a 39 anos s&atilde;o a maioria das leitoras da revista, assim o estudo foi concentrado nas mulheres dessa faixa et&aacute;ria. O estudo se concentrar&aacute; nas mulheres residentes na Grande Vit&oacute;ria, nos munic&iacute;pios da Serra, Vit&oacute;ria e Vila Velha de classe social A e B.<br \/>A sele&ccedil;&atilde;o das entrevistadas se dar&aacute; por meio de uma pergunta filtro, que consiste em saber se a poss&iacute;vel entrevistada j&aacute; leu a revista Vogue Brasil. Assim, s&oacute; ser&atilde;o selecionada as mulheres moradoras na Grande Vit&oacute;ria, dentro da faixa et&aacute;ria proposta e que j&aacute; tenham lido a Vogue Brasil, excluindo assim, para a entrevista, as mulheres que n&atilde;o se encaixarem neste perfil.<br \/>Ser&aacute; feito uma entrevista em profundidade, baseada em um roteiro de perguntas semi-estruturadas (AP&Ecirc;NDICE A). Foi escolhido esse tipo de instrumento para se trabalhar na pesquisa, j&aacute; que, segundo Caleffe (2006), a entrevista em profundidade permite explorar um tema para a busca de informa&ccedil;&otilde;es, experi&ecirc;ncias e percep&ccedil;&otilde;es, e assim, poder analisar essas situa&ccedil;&otilde;es e mostr&aacute;-las de um modo estruturado.<br \/>Ainda segundo o autor, essa t&eacute;cnica &eacute; flex&iacute;vel, din&acirc;mica e permite uma conversa com os entrevistados, com isso, os resultados obtidos ser&atilde;o decorrentes de uma interpreta&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o dos dados por parte do pesquisador.<br \/>Para Duarte (2005), existem v&aacute;rias classifica&ccedil;&otilde;es de entrevistas em profundidade: aberta, semi-aberta e fechada sendo que o tipo de entrevista em profundidade que ser&aacute; realizada ser&aacute; a semi-aberta.<br \/>De acordo com a revista &ldquo;Em Tese&rdquo; (2005), a entrevista semi-aberta possibilita ter um conjunto de quest&otilde;es prontamente feitas para serem perguntadas e ajuda limitar o volume de informa&ccedil;&otilde;es para aquilo que realmente necessita na pesquisa.<br \/>Por&eacute;m, essas perguntas previamente feitas ser&atilde;o introduzidas em um contexto semelhante ao um di&aacute;logo informal, mas possibilitando ao entrevistador conduzir os rumos da conversa, e conseguir as informa&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para a pesquisa. A pesquisa semi-aberta ter&aacute; um roteiro de quest&otilde;es guias, dando cobertura ao assunto da pesquisa e a lista de quest&otilde;es ter&aacute; como base o problema do estudo.<br \/>De acordo com Duarte (2005), esse tipo de pesquisa permite que o entrevistador conjugue a flexibilidade da quest&atilde;o n&atilde;o estruturada a partir de um roteiro de controle. Segundo o autor, as quest&otilde;es devem ser tratadas geralmente como perguntas abertas possibilitando que o entrevistador fa&ccedil;a a primeira pergunta e a explore ao m&aacute;ximo, para que s&oacute; depois ele passe para a pergunta seguinte.<br \/>Assim, cada quest&atilde;o &eacute; aprofundada tendo como partida a resposta do entrevistado. Ainda segundo o autor, depois do entrevistador ter explorado cada pergunta, ele passa a conferir as respostas para saber se todos os t&oacute;picos foram abordados.<br \/>O recolhimento das informa&ccedil;&otilde;es obtidas na entrevista ser&aacute; feito a partir de anota&ccedil;&otilde;es sobre a conversa com os entrevistados, pois facilita o entendimento e a compreens&atilde;o da conversa, para que assim, posteriormente seja feita a an&aacute;lise da entrevista e dos resultados. Assim, depois da realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa em profundidade ser&aacute; poss&iacute;vel avaliar o conte&uacute;do com a finalidade de que com os dados obtidos, possamos descrever e analisar os resultados para responder assim, as hip&oacute;teses constru&iacute;das no trabalho.<br \/>Para Fujisawa (2006), as mulheres passaram por longas transforma&ccedil;&otilde;es ao longo do tempo, sempre lutando para terem seus direitos, para se inserirem no mercado de trabalho, e com isso, as mulheres do s&eacute;culo XXI, possuem um reconhecimento e um respeito proveniente da lut pela liberta&ccedil;&atilde;o feminista ocorrido no s&eacute;culo passado.<br \/>Para a autora, essa luta por direitos iguais veio da separa&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is entre homens e mulheres impostos pelas sociedades, em que se tinha a mulher sempre associada a afazeres dom&eacute;sticos e de cuidado com o lar.<br \/>De acordo com Beauvoir (Apud Fujisawa, 2006) essa segrega&ccedil;&atilde;o entre homes e mulheres ocorre desde as civiliza&ccedil;&otilde;es mais remotas, na qual as mulheres eram respons&aacute;veis pelas atividades dom&eacute;sticas, e a agricultura, enquanto o homem pescava e ca&ccedil;ava.<br \/>Segundo a autora, com o desenvolvimento da sociedade, e a chegada do Feudalismo, a igreja passou a influenciar economicamente e ideologicamente nas pessoas da &eacute;poca, sendo que os altos cargos da igreja eram ocupados por homens, enquanto as mulheres eram encarregadas de dirigirem os conventos.<br \/>Logo depois, por volta do s&eacute;culo XIII, as mulheres sofreram ainda com a inquisi&ccedil;&atilde;o, sendo perseguidas devido &agrave; repress&atilde;o da sexualidade feminina em que eram acusadas e condenadas de seres bruxas ou praticarem heresias.<br \/>De acordo com Fujisawa (2006), por volta do s&eacute;culo XIV, as mulheres ficaram proibidas de realizar fun&ccedil;&otilde;es que exerciam antigamente, como por exemplo, a medicina e ainda eram restringidas de entrarem para a faculdade.<br \/>J&aacute; no s&eacute;culo XVIII, as tarefas que segregavam homens e mulheres estavam bem definidas. Segundo Fujisawa (2006), a mulher continuava cuidando dos afazeres dom&eacute;sticos, e os homens trabalhando fora para garantir o sustento do lar.<br \/>Com a Revolu&ccedil;&atilde;o industrial no s&eacute;culo XIX, as mulheres voltaram a conquistar lugar no mercado de trabalho, e, j&aacute; no final do s&eacute;culo, elas eram a maioria nas ind&uacute;strias relacionadas ao mundo t&ecirc;xtil.<br \/>Mas, de acordo com Fujisawa (2006), a Primeira Guerra mundial contribuiu para a inclus&atilde;o da mulher no trabalho industrial como forma de substitui&ccedil;&atilde;o dos homens que foram para a guerra. Com isso, elas passaram a assumir a casa, agricultura e as ind&uacute;strias, sendo que o mesmo ocorre com a implos&atilde;o da Segunda Guerra Mundial a partir de 1939.<br \/>Ainda com base na autora, o Brasil da d&eacute;cada de 30 foi marcado por uma grande conquista feminina no campo do governo: foi estendido o direito de voto para as mulheres.<br \/>Esse grande feito abriu para as mulheres um leque de oportunidades e possibilitou a cria&ccedil;&atilde;o de diversas organiza&ccedil;&otilde;es que garantiam o direito da mulher ao voto, e a aprova&ccedil;&atilde;o pela Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho de uma conven&ccedil;&atilde;o pela igualdade de remunera&ccedil;&atilde;o entre homens e mulheres.<br \/>Segundo Auad (apud Fujisawa, 2006), apesar destas conquistas, com o final da Segunda Guerra, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o come&ccedil;aram a veicular mensagens que refor&ccedil;avam que o lugar da mulher era no lar, que o papel dela estava atrelado aos afazeres dom&eacute;sticos, passando a ideia de que o homem que tinha que trabalhar fora e cuidar do mundo &ldquo;exterior&rdquo; &agrave; sua casa.<br \/>Com isso, de acordo com Fujisawa (2006), por muitos anos a mulher continuou submissa ao homem, mas, o cen&aacute;rio come&ccedil;a a ficar diferente na d&eacute;cada de 1960, em que ocorreu uma quebra nesse sistema possibilitando mudan&ccedil;as nos h&aacute;bitos e pap&eacute;is femininos. Devido a essas modifica&ccedil;&otilde;es no campo feminino, tanto os meios de comunica&ccedil;&atilde;o, como as consumidoras, perceberam essas transforma&ccedil;&otilde;es que estavam ocorrendo acerca dos pap&eacute;is relacionados &agrave;s mulheres.<br \/>A autora relata que foi a partir da d&eacute;cada de 60 com o governo do Juscelino Kubitschek, que se registrou um grande marco na emancipa&ccedil;&atilde;o feminina, quando elas entraram efetivamente para o mercado de trabalho, passando a ficar mais tempo fora do lar, e assumindo outras fun&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o eram exclusivamente de casa, o que causou um abalo nas estruturas da sociedade.<br \/>Segundo Fujisawa (2006), na medida em que as mulheres foram conquistando seu espa&ccedil;o no mercado de trabalho, conquistaram tamb&eacute;m sua independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica, o que permitiu que elas tamb&eacute;m tivessem uma maior liberdade comportamental.<br \/>Essa conquista da independ&ecirc;ncia financeira possibilitou que a mulher tivesse mais voz na sociedade, e isso, de acordo com Fujisawa (2006), fez com que elas se sentissem mais seguras para realizar seus desejos e mais confiantes para come&ccedil;arem a investir em si.<br \/>Essas mudan&ccedil;as tamb&eacute;m trouxeram conseq&uuml;&ecirc;ncias. Segundo a autora, as mulheres passaram a competir cada vez mais com os homens e at&eacute; mesmo ente elas. As mulheres passaram a tentar serem melhores em tudo: no trabalho, em casa, com a fam&iacute;lia.<br \/>Ainda segundo a autora, essas transforma&ccedil;&otilde;es possibilitaram nos anos 60, o surgimento da Cl&aacute;udia, a primeira revista brasileira dedicada &agrave; mulher, sendo que, essa revista existe at&eacute; hoje e conta com diversos assuntos relacionados &agrave; mulher brasileira.<br \/>De acordo com Fujisawa (2006), com sua luta e a conquista de diversas transforma&ccedil;&otilde;es ao longo da hist&oacute;ria, as mulheres suportaram per&iacute;odos conturbados, em que n&atilde;o tinha voz, nem produtos e servi&ccedil;os exclusivos, para um novo momento em que passaram a ter um maior poder de compra, e com isso passaram tamb&eacute;m, a ser o bem mais valioso do mundo moderno e capitalista.<br \/>Ao mesmo tempo em que as mulheres sofreram mudan&ccedil;as ao longo da hist&oacute;ria, a moda tamb&eacute;m vivenciou essas transforma&ccedil;&otilde;es, caminhando lado a lado com as conquistas femininas. Assim, para darmos continuidade ao estudo ser&aacute; necess&aacute;rio entender os conceitos de moda, bem como sua hist&oacute;ria e evolu&ccedil;&atilde;o.<br \/>Na obra de Miranda (2008) podemos observar que as mulheres se referem &agrave; moda como um processo ditador e de alguma forma autorit&aacute;rio, em que devem seguir as regras que s&atilde;o impostas para n&atilde;o serem exclu&iacute;das da sociedade, mas tamb&eacute;m tem a op&ccedil;&atilde;o de escolha em que cada uma pode dar sua colabora&ccedil;&atilde;o e usar a moda da melhor forma que achar.<br \/>Erika Palomino (2003) conceitua moda como sendo um sistema que segue o vestu&aacute;rio e o tempo, em que agrega o simples uso das roupas do cotidiano em um contexto ligado ao social, psicol&oacute;gico e pol&iacute;tico.<br \/>Por&eacute;m, para Avelar (2009), o significado do termo moda &eacute; dividido em dois: etimol&oacute;gico e sociol&oacute;gico. No que diz respeito ao campo etimol&oacute;gico, a defini&ccedil;&atilde;o do termo moda &eacute; entendida por alguma coisa que &eacute; feito &ldquo;&agrave; maneira de&rdquo;, em que se tem o entendimento do coletivo. J&aacute; o significado sociol&oacute;gico da moda est&aacute; em entender a din&acirc;mica social da imita&ccedil;&atilde;o e da individualiza&ccedil;&atilde;o que ocorre a partir do s&eacute;culo XV at&eacute; hoje.<br \/>Assim, a moda passou a ser, ao longo desse tempo, uma forma de introduzir mudan&ccedil;as e acontecimentos institucionais que, sem a sua exist&ecirc;ncia, essas transforma&ccedil;&otilde;es e acontecimentos ocorreriam muito vagarosamente.<br \/>Por&eacute;m, como esse processo come&ccedil;ou? Para Lipovetsky (1989), a moda n&atilde;o faz parte de todos os per&iacute;odos nem de todas as civiliza&ccedil;&otilde;es, sendo que s&oacute; a partir do final da Idade M&eacute;dia, a moda foi reconhecida como sistema e como uma ordem pr&oacute;pria, em que este reconhecimento revelou as renova&ccedil;&otilde;es das formas, possibilitando que a fantasia mostrasse seus artif&iacute;cios e abusos na alta sociedade, fazendo surgir desse modo, a moda.<br \/>Para Pezzolo (2009), a moda come&ccedil;ou a existir, quando o homem teve consci&ecirc;ncia de que para um mundo melhor seria necess&aacute;rio depender tamb&eacute;m das apar&ecirc;ncias. No in&iacute;cio, por volta do s&eacute;culo XVI, a moda simbolizava riqueza, sendo proibido &agrave;s pessoas mais pobres se vestirem como os ricos. Por&eacute;m, com o surgimento da burguesia, os burgueses come&ccedil;aram a usar vestimentas parecidas com a das pessoas mais ricas e da nobreza.<br \/>Ainda segundo a autora, a chegada do s&eacute;culo XVII trouxe uma nova moda, e com isso, essa segrega&ccedil;&atilde;o de classes sociais se minimizou. Nessa &eacute;poca, a nobreza e a classe de baixa renda come&ccedil;aram a usar roupas iguais, em um per&iacute;odo em que as pessoas prezavam pelo conforto.<br \/>De acordo com Pezzolo (2009), com a inven&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina de costura, se deu um aumento do n&uacute;mero de confec&ccedil;&otilde;es, e consequentemente cresceu o n&uacute;mero de mulheres que se tornaram costureiras para atender a demanda.<br \/>Desde ent&atilde;o, a moda feminina deu v&aacute;rios passos, por&eacute;m era sempre limitada, ainda mais no que se relacionava a cria&ccedil;&atilde;o. Mas, segundo Pezzolo (2009), foi a partir de 1909 que ocorreu uma revolu&ccedil;&atilde;o no vesti&aacute;rio feminino, dando origem a populariza&ccedil;&atilde;o da moda.<br \/>Por&eacute;m,de acordo com Pezzolo( 2009), o fato das mulheres ocuparem muitos cargos que eram destinados aos homens na &eacute;poca da Primeira Guerra Mundial permitiuque as mulheres fossem entrando no mercado de trabalho masculino, o que tornou a vida delas mais ativas. Essas novas circunst&acirc;ncias fizerem com que os trajes femininos se tornassem mais simplificados e sem muitos detalhes.<br \/>Segundo as autoras Feghali e Dwyer (2004), a chegada da guerra intimidou a moda feminina, porque as mulheres achavam que n&atilde;o seria decente vestir roupas extravagantes nesse per&iacute;odo de conflito. Com isso, criou-se uma mulher que queria se parecer ao m&aacute;ximo com os homens, sendo assim, abandonadas roupas que transpareciam curvas exageradas. Por&eacute;m algumas mulheres ainda mantinham certa feminilidade em suas vestimentas.<br \/>Nesse per&iacute;odo de Guerra &eacute; que surge a estilista Coco Chanel, que de acordo com Pezzolo (2009), come&ccedil;ou a se destacar no mundo da moda nos anos 20, criando e desenvolvendo chap&eacute;us e roupas em que as mulheres se sentiam mais confiantes e jovens. Com isso, fez com que seu atelier fosse o mais procurado da &eacute;poca, tornando-se s&iacute;mbolo de poder.<br \/>Ainda segundo a autora, Coco Chanel passou a ser vista como um marco da roupa feminina adaptada aos novos acontecimentos da &eacute;poca. Ela &ldquo;liberou&rsquo; a mulher do uso do espartilho e fez com que elas usassem roupas mais modernas e casuais.<br \/>De acordo com Muniz (2004), o estilo e a eleg&acirc;ncia de Coco Chanel, puderam ser vistos em diferentes partes do mundo com a inser&ccedil;&atilde;o de seus figurinos no cinema de Hollywood. Coco passou ent&atilde;o a desenhar figurinos para os filmes de Hollywood, o que exerceu influ&ecirc;ncia em grande parte do mundo, inclusive no Brasil.<br \/>Essa influ&ecirc;ncia dos filmes de Hollywood tornou-se evidente nos anos 40, ap&oacute;s o final da Segunda Guerra Mundial, j&aacute; que, segundo Pezzolo (2009), o cinema foi uma grande ferramenta para a divulga&ccedil;&atilde;o do mundo da moda.<br \/>De acordo com as autoras Feghali e Dwyer (2004), o final da guerra fez com que o mercado da moda se voltasse para o p&uacute;blico jovem, e a ind&uacute;stria brasileira se aproveitou desse momento, em que v&aacute;rios estilistas surgiram, e o pa&iacute;s come&ccedil;ou a exportar a moda nacional.<br \/>Por&eacute;m, segundo as autoras, os anos 60 inauguraram uma era em que se criavam roupas para o corpo, em vez de ser o contr&aacute;rio: o corpo se adaptar &agrave;s roupas criadas.<br \/>J&aacute; na d&eacute;cada seguinte, a preocupa&ccedil;&atilde;o com o corpo e com a boa forma fez com que a cal&ccedil;a jeans fosse o auge da moda. Ainda segundo as autoras, as mulheres come&ccedil;aram a usar cal&ccedil;as jeans justas para chamarem a aten&ccedil;&atilde;o das n&aacute;degas, uma parte do corpo que antigamente n&atilde;o era t&atilde;o evidenciada.<br \/>Assim a moda continuou at&eacute; os anos 90, em que se tem a chamada moda futurista. Esse tipo de moda se adequava &agrave;s necessidades da sociedade e das mulheres modernas que necessitavam de roupas cada vez mais pr&aacute;ticas e vers&aacute;teis.<br \/>As mulheres atuais est&atilde;o trabalhando mais e exercendo um maior n&uacute;mero de atividades, vivendo atualmente em um ritmo mais acelerado. Para Fujisawa (2006), elas trabalham tanto quanto os homens, por&eacute;m, querem se sentir mais femininas em mundo que a vaidade n&atilde;o &eacute; mais discriminada.<br \/>Percebe-se ent&atilde;o, que a mulher busca resgatar a feminilidade com roupas que se ad&eacute;q&uuml;em ao seu estilo de vida e sua caracter&iacute;stica pessoal, para se sentirem mais bonitas e seguras para enfrentar os desafios do seu dia- a- dia.<br \/>Segundo Fujisawa (2006), as mulheres do s&eacute;culo XXI, passaram a ser o foco das aten&ccedil;&otilde;es das ind&uacute;strias de cosm&eacute;tico, moda e beleza. Mais anunciantes e empresas tem interessem em investir no p&uacute;blico feminino, em uma era que cada vez mais produtos e servi&ccedil;os s&atilde;o segmentados a elas.<br \/>Ainda de acordo com a autora, existe hoje por volta de 33 revistas femininas, o que &eacute; o dobro de revistas direcionadas para o p&uacute;blico masculino, possibilitando o investimento de diversos tipos de comunica&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que estes tiveram que se adaptar e mudar o foco de suas pesquisas e interesses.<br \/>Por&eacute;m, a primeira revista feminina especializada em moda segundo Camargo e Bueno (2008), foi a Francesa &ldquo;Mercure Galant&rdquo;. Ainda de acordo com os autores, ela era um peri&oacute;dico que unia not&iacute;cias pol&iacute;ticas com o que tinha de mais moderno na &eacute;poca, sempre mostrando as inova&ccedil;&otilde;es de moda no vestu&aacute;rio, como tamb&eacute;m a moda no segmento de decora&ccedil;&atilde;o.<br \/>Mas hoje, uma das revistas feminina existente no mercado internacional e nacional que &eacute; muito conceituada chama-se Vogue. Essa revista &eacute; especializada em moda, mas tamb&eacute;m conta com assuntos como entretenimento, bem estar direcionados &agrave;s mulheres.<br \/>Segundo Callan (1992), a Vogue foi criada em 1892 nos Estados Unidos, e mantinha uma publica&ccedil;&atilde;o semanal e com assuntos dedicados &agrave;s mulheres da alta sociedade, como moda e beleza. Ainda de acordo com a autora, a Vogue passou a ser quinzenal quando foi comprada pela Cond&eacute; NAST em 1909, mudando tamb&eacute;m de formato.<br \/><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"484\" src=\"https:\/\/s1.static.brasilescola.uol.com.br\/img\/2018\/06\/figura1(1).jpg\" width=\"350\"><br \/><span style=\"font-size:14px\">Figura 1: Primeira capa da revista Vogue.Dispon&iacute;vel em &lt;&lt;http:\/\/chic.ig.com.br\/moda\/noticia\/boatos-dizem-que-arquivo-digital-de-todas-as-edicoes-da-vogue-sera-disponibilizado-online<\/span><br \/>Segundo Sabino (2007), a Vogue possu&iacute;a al&eacute;m de moda e temas referente &agrave;s mulheres, not&iacute;cias e poemas. Mas pelo fato da revista no in&iacute;cio possuir poucos anunciantes, ela come&ccedil;ou a apostar em mat&eacute;rias de roupas com pre&ccedil;os mais acess&iacute;veis.<br \/>A Vogue americana come&ccedil;ou a circular na Europa, por&eacute;m, v&aacute;rios problemas ocasionados pela guerra mundial fizeram com que sua distribui&ccedil;&atilde;o e circula&ccedil;&atilde;o se tornassem um problema, ent&atilde;o, a solu&ccedil;&atilde;o encontrada foi lan&ccedil;ar uma publica&ccedil;&atilde;o para aquele continente, nascendo assim a Vogue brit&acirc;nica.<br \/>Ainda de acordo com Sabino (2007), depois da publica&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ada na Inglaterra, foi a vez da revista chegar &agrave; Fran&ccedil;a, surgindo assim a Vogue francesa. Para o autor, a revista foi tendo cada vez mais prest&iacute;gio ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o investir em fotografias feitas por grandes fot&oacute;grafos da &eacute;poca, despertando a aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m do mundo art&iacute;stico.<br \/>Segundo Sabino (2007), devido ao trabalho de seus editores e colaboradores, a Vogue com o passar do tempo, ficou conhecida e consolidada como uma revista glamorosa e fashion, e com isso passou a ser mais reconhecida, surgindo publica&ccedil;&otilde;es da revista em diversos pa&iacute;ses.<br \/>Por&eacute;m, de acordo com autor, a edi&ccedil;&atilde;o da revista Vogue Brasil que &eacute; o objeto do presente estudo, s&oacute; foi lan&ccedil;ada no pa&iacute;s em 1975 pelo fundador da revista americana. A sua primeira edi&ccedil;&atilde;o foi publicada pela Editora Tr&ecirc;s, sendo depois a ser publicada pela Carta Editorial. Atualmente, a Vogue Brasil &eacute; publicada pela editora Globo Cond&eacute; Nast e segue o mesmo padr&atilde;o das revistas internacionais.<br \/>Tanto a revista Vogue, como a Vogue Brasil, tem uma grande parte de suas p&aacute;ginas dedicadas aos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios. A Vogue Brasil, al&eacute;m de an&uacute;ncios de marcas internacionais tamb&eacute;m conta com an&uacute;ncios de marcas brasileiras, possibilitando uma maior identifica&ccedil;&atilde;o do seu p&uacute;blico com marcas mais conhecidas.<br \/>Para darmos continuidade ao estudo, precisamos entender primeiramente a diferen&ccedil;a entre os termos publicidade e propaganda, para depois compreendermos o conceito de an&uacute;ncios publicit&aacute;rios, j&aacute; que esses conceitos possuem grande relev&acirc;ncia para o estudo e an&aacute;lise do tema.<br \/>Barbosa e Raba&ccedil;a (2001), autores do Dicion&aacute;rio de Comunica&ccedil;&atilde;o, definem propaganda como um conjunto de t&eacute;cnicas e informa&ccedil;&otilde;es persuasivas destinadas a influenciar opini&otilde;es e atitudes do p&uacute;blico.<br \/>J&aacute; para Sant&rsquo; Anna (1998), a publicidade tem a fun&ccedil;&atilde;o de atuar na mente da massa, condicionando o indiv&iacute;duo para o ato da compra, tendo o prop&oacute;sito de conseguir a&ccedil;&otilde;es de compra, comunicando a um p&uacute;blico espec&iacute;fico ideias para desencadear a&ccedil;&otilde;es de compra.<br \/>Para Tavares (2005), a publicidade &eacute; uma mensagem que &eacute; paga para ser veiculada na m&iacute;dia com o objetivo de vender um servi&ccedil;o ou produto para um determinado tipo de p&uacute;blico, utilizando diferentes recursos e t&eacute;cnicas de comunica&ccedil;&atilde;o para se conseguir alcan&ccedil;ar o consumidor.<br \/>No que diz respeito aos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios, Gastaldo (2002), comenta que eles s&atilde;o pe&ccedil;a importante da nossa sociedade, fazendo parte de sua constru&ccedil;&atilde;o e possibilitando dessa forma, possuir elementos ideol&oacute;gicos do sistema em que foi concebido.<br \/>Segundo Gonzales (2003), os an&uacute;ncios publicit&aacute;rios impressos s&atilde;o constru&iacute;dos por uma linguagem verbal, que s&atilde;o os textos, e de imagens, caracterizando uma estrutura n&atilde;o verbal. Assim, a estrutura dos an&uacute;ncios se d&aacute; primeiramente pelo t&iacute;tulo, seguido por imagens, o texto, a marca do anunciante, e por &uacute;ltimo o slogan.<br \/>Por&eacute;m, para Iasbeck (2002), a constru&ccedil;&atilde;o dos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios n&atilde;o precisa necessariamente se valer de textos, pois, para o autor, muitas vezes uma imagem vale pela aus&ecirc;ncia de palavras, mas tendo no final a mesma efic&aacute;cia do an&uacute;ncio que cont&ecirc;m o texto.<br \/>E essa aus&ecirc;ncia de textos &eacute; uma das caracter&iacute;sticas presentes nos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de moda. Segundo os autores Roman e Mass (1994), o texto nos an&uacute;ncios de moda est&aacute; desaparecendo, j&aacute; que, uma imagem chamativa e interessante pode passar uma mensagem clara e objetiva, sendo geralmente o &uacute;nico texto presente &eacute; a assinatura da marca.<br \/>Figura 2: An&uacute;ncio da FOLIC.<br \/><img decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"404\" src=\"https:\/\/s1.static.brasilescola.uol.com.br\/img\/2018\/06\/figura2(1).jpg\" width=\"300\"><br \/><span style=\"font-size:14px\">Fonte: revista Vogue Brasil. Edi&ccedil;&atilde;o 394. Junho de 2011<\/span><br \/>Na figura 2, temos o an&uacute;ncio da marca FOLIC. Na estrutura do an&uacute;ncio da marca, podemos observar a escassez do texto publicit&aacute;rio. O an&uacute;ncio n&atilde;o cont&eacute;m o slogan da marca, sendo somente os textos que aparecem &eacute; o telefone da franquia, do atacado e o site da marca.<br \/>Tamb&eacute;m, podemos perceber a imagem de uma mulher glamurosa que se destaca no an&uacute;ncio sendo que, essa mulher junto com o nome da marca chama a aten&ccedil;&atilde;o das consumidoras e leitoras da revista.<br \/>Assim como Iasbeck (2002), Gonzales (2003), acredita que na maioria das vezes uma imagem vale mais que as palavras, j&aacute; que para a autora, a imagem d&aacute; vida ao an&uacute;ncio, chama a aten&ccedil;&atilde;o do consumidor, e com isso, o desperta para o desejo de compra.<br \/>Mas, ainda segundo a autora, usar qualquer imagem n&atilde;o basta. &Eacute; necess&aacute;rio que ela tenha um tratamento adequado para poder reter a aten&ccedil;&atilde;o do consumidor..<br \/>Segundo Gonzales (2003), um mecanismo muito utilizado nas imagens s&atilde;o as cores. Percebe-se que elas podem ser vistas principalmente em imagens de an&uacute;ncios de moda, j&aacute; que as cores podem remeter a ideia da mensagem publicit&aacute;ria, seja ela por meio de cores vivas ou alegres, por contrastes, ou podem ser at&eacute; mesmo de uma cor, dependendo do objetivo da mensagem.<br \/>Gade (1998), tamb&eacute;m aborda em sua obra que as t&eacute;cnicas como luz, ilumina&ccedil;&atilde;o e cor , s&atilde;o muito importantes para despertar e reter a aten&ccedil;&atilde;o do consumidor, sendo que a imagem presente no an&uacute;ncio tamb&eacute;m chama a aten&ccedil;&atilde;o permitindo uma identifica&ccedil;&atilde;o do consumidor perante a essas imagens.<br \/>Segundo Cobra (2007), nos an&uacute;ncios de moda a mensagem publicit&aacute;ria deve possuir uma abordagem que possibilite o entendimento do conceito de moda e, para que estes an&uacute;ncios consigam ser persuasivos, a mensagem deve possuir textos e imagens interessantes, que consigam reter a aten&ccedil;&atilde;o do consumidor.<br \/>Para os autores Austin e Aitchison (2007), os an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de moda s&atilde;o constru&iacute;dos em sua maioria, por uma p&aacute;gina ou em algumas vezes s&atilde;o de p&aacute;gina dupla contendo somente o nome da marca. Como a presen&ccedil;a de textos &eacute; escassa, os anunciantes t&ecirc;m dificuldade em se diferenciar das marcas concorrentes. Assim, um n&uacute;mero maior de anunciantes passam a usar imagens mais chamativas a at&eacute; &agrave;s vezes mais apelativas para chamar a aten&ccedil;&atilde;o.<br \/>Mas de acordo com Lipovetsky (1989), a publicidade vive assim como a moda, do inusitado, do choque e do espetacular, por&eacute;m, sem cair em uma provoca&ccedil;&atilde;o agressiva. Ainda segundo o autor esse fato n&atilde;o exclui a publicidade de fazer campanhas menos exageradas, com a finalidade de persuadir o consumidor.<br \/>Foi feita uma entrevista por e-mail com Cesar Begarmo, gerente de publicidade da Vogue Brasil. Na entrevista, foi perguntado se a Vogue Brasil tem algum crit&eacute;rio para a escolha dos an&uacute;ncios que ser&atilde;o veiculados. Segundo Begarmo (2011), a revista est&aacute; tendo mais cuidado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolha dos an&uacute;ncios que ir&atilde;o ser veiculados j&aacute; que ela precisa basicamente do dinheiro dos anunciantes para se sustentar. Para Begarmo (2011), pelo fato da Vogue Brasil depender de seus anunciantes, esse processo de escolha dos an&uacute;ncios para a revista se torna complicado porque a revista n&atilde;o pode simplesmente chegar para uma marca e falar que o an&uacute;ncio dela n&atilde;o serve para Vogue, pois para ele, isso seria muito arrogante e iria contra uma das fun&ccedil;&otilde;es principais da revista que &eacute; fomentar o mercado de moda<br \/>De acordo com Bergamo (2011), a Vogue Brasil escolhe a coloca&ccedil;&atilde;o dos an&uacute;ncios de moda na revista por ordem de import&acirc;ncia. A revista come&ccedil;a ent&atilde;o, com os an&uacute;ncios de marcas mais qualificadas, e as marcas de menor qualifica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o deixadas para o final da revista. Outro tipo de atitude que a Vogue Brasil tem rela&ccedil;&atilde;o aos an&uacute;ncios, e que segundo Cesar Bergamo (2011) tem dado resultados, &eacute; a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os e consultoria para algumas marcas em rela&ccedil;&atilde;o aos an&uacute;ncios com a finalidade delas melhorarem, sendo em muitas vezes eles tem que at&eacute; produzirem o an&uacute;ncio da marca.<br \/>Segundo Gade (1998), a quest&atilde;o da psicologia do consumidor &eacute; importante no segmento da publicidade. De acordo com a autora, o comportamento do consumidor e a psicologia est&atilde;o relacionados com os fatores que influenciam o processo de decis&oacute;rio dos consumidores, sendo necess&aacute;rio um estudo sobre o comportamento do consumidor.<br \/>Para a autora, os fatores psicol&oacute;gicos, pessoais, sociais e culturais s&atilde;o o que fazem parte e influenciam as decis&otilde;es do consumidor. Entretanto, esses fatores sozinhos n&atilde;o bastam, precisam ser associados ao um bom planejamento de propaganda e publicidade por parte dos profissionais da &aacute;rea.<br \/>De acordo com Giglio (2005), o comportamento do consumidor pode ser definido como um conjunto de a&ccedil;&otilde;es da l&oacute;gica, raz&atilde;o e tamb&eacute;m de solu&ccedil;&otilde;es de problemas que envolvem o indiv&iacute;duo. Por&eacute;m, estes, n&atilde;o nascem com ideais de consumo j&aacute; constru&iacute;dos, eles v&atilde;o ser criados a partir dos grupos sociais em que o indiv&iacute;duo se desenvolve, sendo que ao longo do tempo essas pessoas poder&atilde;o sofrer diversas influ&ecirc;ncias at&eacute; mesmo externas do grupo social em que cresceu.<br \/>O comportamento do consumidor segundo Gade (1998) pode ser determinado como atividades tanto mentais e f&iacute;sicas, bem como emocionais realizadas na escolha, na compra, e no uso de produtos ou servi&ccedil;os visando satisfazer necessidades e desejos.<br \/>Por&eacute;m, de acordo com Schiffman e Kanuk (1997), as necessidades dos consumidores n&atilde;o s&atilde;o criadas por empresas ou por profissionais de publicidade e marketing, e sim, foram sendo adquiridas ao longo do tempo tanto em nossa cultura, como no ambiente em que fomos criados.<br \/>Para Blackwell, Engel e Miniard (2005), os consumidores t&ecirc;m necessidades reais, por&eacute;m, a realiza&ccedil;&atilde;o dessas necessidades envolve v&aacute;rios fatores, tanto externo ao indiv&iacute;duo, como tamb&eacute;m influ&ecirc;ncia da sociedade e do profissional tanto de marketing, quanto de publicidade.<br \/>Para Pinheiro et al.(2006), a busca externa &eacute; necess&aacute;rio quando o conhecimento que o indiv&iacute;duo tem n&atilde;o &eacute; suficiente ou quando ele necessita de experi&ecirc;ncia previa J&aacute; o profissional de marketing e a publicidade segundo os autores, s&atilde;o respons&aacute;veis por ativar o processo decis&oacute;rio do consumo quando evidenciam as limita&ccedil;&otilde;es e os problemas dos concorrentes.<br \/>Assim, Blackwell, Engel e Miniard (2005), comentam sobre o modelo de processo de decis&atilde;o do consumidor para discutir e esclarecer as vari&aacute;veis em torno da decis&atilde;o de compra desses indiv&iacute;duos, fazendo necess&aacute;rio para a continua&ccedil;&atilde;o do trabalho, uma explica&ccedil;&atilde;o acerca do tema tendo como refer&ecirc;ncia Blackwell, Engel e Miniard (2005) e outros autores que tamb&eacute;m elucidam o assunto.<br \/>Para Balckwell, Engel e Miniard (2005), todo processo de tomada de decis&atilde;o come&ccedil;a com o reconhecimento de uma necessidade. Segundo Gade (1998), esse est&aacute;gio inicial ocorre quando o individuo percebe que precisa de alguma coisa,precisa de alguma a&ccedil;&atilde;o para refazer o est&iacute;mulo recebido de todos os tipos de ambiente.<br \/>Ainda segundo os autores, depois desse processo, ocorre a busca de informa&ccedil;&atilde;o. De acordo com os autores, essa procura pela informa&ccedil;&atilde;o pode ocorrer de formas interna, em que a busca ocorre na mem&oacute;ria, com a finalidade de definir o grau de conhecimento que se tem sobre as op&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis para a compra.<br \/>Quando este n&atilde;o for o caso, ocorre a chamada busca externa. Para os autores Blackwel, Engel e Miniard (2005), uma das fontes utilizadas quando se come&ccedil;a a externa busca pela informa&ccedil;&atilde;o, &eacute; determinada pelo profissional de marketing, que engloba segundo o autor, qualquer coisa que tenha como finalidade informa&ccedil;&atilde;o ou persuas&atilde;o, como propagandas, ponto de venda e an&uacute;ncios publicit&aacute;rios.<br \/>Segundo Cobra (2007), o mercado de moda aumenta a cada ano, fazendo crescer o n&uacute;mero de an&uacute;ncios em que est&aacute; presente a utiliza&ccedil;&atilde;o das mais variadas t&eacute;cnicas de persuas&atilde;o para reter a aten&ccedil;&atilde;o e seduzir o maior n&uacute;mero de consumidoras sendo que estas, ent&atilde;o,acabam sendo influenciadas.<br \/>De acordo com Lipovetsky (1989), a publicidade hoje, &eacute; viva e criativa, cont&ecirc;m surpresas, o inesperado, e a ambi&ccedil;&atilde;o de personaliza&ccedil;&atilde;o de marcas, sendo que a publicidade possui antes de ser informa&ccedil;&atilde;o, a promessa de sedu&ccedil;&atilde;o, de beleza idealizada, contribuindo, portanto, para o lan&ccedil;amento de modas e promovendo o desejo em todos os seus estados.<br \/>Ainda de acordo com o autor, a publicidade visa persuadir o consumidor atrav&eacute;s de t&eacute;cnicas ligadas &agrave; atra&ccedil;&atilde;o e sedu&ccedil;&atilde;o, assim, estimula a sede de consumo que existe nos indiv&iacute;duos, lan&ccedil;ando sempre necessidades e buscando o novo.<br \/>Logo, podemos dizer de acordo com Miranda (2008), os an&uacute;ncios de moda estudam seu p&uacute;blico-alvo, e empregam as necessidades e desejos desse p&uacute;blico para criar uma linguagem particular, e passar a mensagem desejada para estes consumidores j&aacute; que, historicamente, criou-se uma rela&ccedil;&atilde;o entre a feminilidade e a procura por possuir o que est&aacute; na moda.<br \/>Al&eacute;m disso, segundo Gade (1998), o p&uacute;blico feminino apresenta mais interesse em an&uacute;ncios em que aparecem mulheres pelo fato delas se identificarem com a pessoa do mesmo sexo, gerando uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre a consumidora e o an&uacute;ncio.<br \/>Para Petterle (2006), as mulheres dos an&uacute;ncios de moda s&atilde;o capazes de chamar muita aten&ccedil;&atilde;o j&aacute; que elas s&atilde;o atraentes e sedutoras. Assim, o p&uacute;blico feminino ao ver a imagem dessa mulher se sente atra&iacute;do o que acaba gerando uma identifica&ccedil;&atilde;o da consumidora com o an&uacute;ncio, bem como o produto anunciado.<br \/>Podemos perceber que &eacute; predominante a presen&ccedil;a de mulheres nos an&uacute;ncios de moda publicados na revista Vogue Brasil e que os an&uacute;ncios de maior predomin&acirc;ncia na revistas s&atilde;o aqueles em que as mulheres aparecem sozinhas ou acompanhadas de um grupo com outras mulheres.<br \/>Logo depois, ocorre a fase do processamento de informa&ccedil;&otilde;es. O consumidor processa as diversas informa&ccedil;&otilde;es das mensagens que foi submetido durante a fase da busca de informa&ccedil;&otilde;es.<br \/>Segundo Cobra (2007), a compreens&atilde;o da mensagem est&aacute; relacionada ao est&iacute;mulo e ao conceito do produto que j&aacute; est&atilde;o retidos na mem&oacute;ria do consumidor, sendo que esses est&iacute;mulos ir&atilde;o depender do tamanho da mensagem ou de caracter&iacute;sticas do produto ou marca. Por&eacute;m, al&eacute;m da reten&ccedil;&atilde;o da mensagem depender da mem&oacute;ria, ela tamb&eacute;m depende do aprendizado.<br \/>De acordo com o autor, o aprendizado constitui na utiliza&ccedil;&atilde;o de uma marca por um longo per&iacute;odo, sendo que essa experi&ecirc;ncia ser&aacute; capaz de influenciar no futuro a decis&atilde;o do consumidor.<br \/>Por&eacute;m, apesar de todos os esfor&ccedil;os para se construir um an&uacute;ncio sedutor, capaz de reter a aten&ccedil;&atilde;o, eles podem acabar influenciando tanto negativamente quanto positivamente a consumidora.<br \/>De acordo com Blackwel, Engel e Miniard (2005), a capacidade que uma propaganda tem de criar atitudes favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o a um determinado produto, depende das atitudes que os consumidores v&atilde;o ter em rela&ccedil;&atilde;o ao an&uacute;ncio.<br \/>Ainda segundo o autor, os an&uacute;ncios que s&atilde;o bem avaliados, que geram uma simpatia perante o p&uacute;blico, fazem com que os consumidores tenham atitudes positivas em rela&ccedil;&atilde;o ao produto anunciado. Entretanto, se o an&uacute;ncio n&atilde;o causar uma aproxima&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o for bem recebido pelo p&uacute;blico, estes v&atilde;o ter uma atitude negativa a respeito do produto.<br \/>Cobra (2007), segue a mesma ideia dos autores Blackwel, Engel e Miniard (2005), j&aacute; que para ele, a aceita&ccedil;&atilde;o de um produto de moda depende de fatores como a efici&ecirc;ncia dos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios, e respostas tanto positivas, negativas, ou neutra em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; um determinado produto ao marca.<br \/>Ap&oacute;s esse est&aacute;gio, ocorre a avalia&ccedil;&atilde;o de alternativas pr&eacute;-compra. Ainda de acordo com os autores (2005), esse processo ocorre quando uma alternativa de escolha &eacute; analisada e selecionada com a finalidade de se atender as necessidades do consumidor.<br \/>Para isso, o consumidor utiliza diversos crit&eacute;rios para a avalia&ccedil;&atilde;o de suas alternativas. Segundo os autores, esses crit&eacute;rios podem ser relacionados tanto ao pre&ccedil;o, quanto ao nome da marca. Por&eacute;m, os autores tamb&eacute;m apontam outros fatores determinantes que s&atilde;o usados como crit&eacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o: Envolvimento, conhecimento, similaridade de alternativas, e motiva&ccedil;&atilde;o.<br \/>De acordo com Blackwel, Engel e Miniard (2005), o envolvimento que os consumidores t&ecirc;m perante a decis&atilde;o que tem que tomar, ir&aacute; influenciar o n&uacute;mero de crit&eacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o usados nessa fase de avaliar as alternativas pr&eacute;- compra. J&aacute;, o conhecimento que o consumidor tem e as dimens&otilde;es das informa&ccedil;&otilde;es que ele possui,tem influencia na sua decis&atilde;o. Para os autores, esses consumidores bem-informados, ficam menos suscet&iacute;veis as influencias externas, ao contr&aacute;rio daqueles consumidores que disp&otilde;e de poucas informa&ccedil;&otilde;es armazenadas na mem&oacute;ria.<br \/>O outro fator que os autores apontam, &eacute; a similaridade de informa&ccedil;&otilde;es, ocorre quando o consumidor tem alternativas similares de escolha, principalmente a respeito de marcas dentro de uma categoria de produto. Para lidar com essa situa&ccedil;&atilde;o, o consumidor recorre a atributos concretos ou at&eacute; mesmo abstratos como status, necessidade e divertimento para fazer sua escolha.<br \/>Segundo Schiffman e Kanuk (1997), a motiva&ccedil;&atilde;o &eacute; uma for&ccedil;a que &eacute; produzida por uma situa&ccedil;&atilde;o de tens&atilde;o, que existe devido &agrave; uma necessidade n&atilde;o satisfeita. De acordo com os autores, os indiv&iacute;duos lutam tanto inconscientemente como conscientemente para tentarem reduzirem esse estado de tens&atilde;o por meio de um comportamento que tem como resultado diminuir essa situa&ccedil;&atilde;o de stress.<br \/>Para Cobra (2007), a motiva&ccedil;&atilde;o de compra, &eacute; constantemente influenciada n&atilde;o s&oacute; pela capacidade de lembran&ccedil;a do consumidor e pelos seus gostos e prefer&ecirc;ncias, mas como tamb&eacute;m a publicidade. De acordo com Costa (apud Reis, 2007), a motiva&ccedil;&atilde;o em publicidade se tornou uma estrat&eacute;gia simb&oacute;lica e de associa&ccedil;&atilde;o entre o produto ou servi&ccedil;o e seus s&iacute;mbolos.<br \/>Segundo Giglio (2005), essa teoria da motiva&ccedil;&atilde;o fez com que as ag&ecirc;ncias de comunica&ccedil;&atilde;o deixassem de dar muita import&acirc;ncia ao texto tradicional, e passassem a mostrar principalmente com o uso de imagens, o consumo.<br \/>E &eacute; exatamente isso que acontece ao observamos os an&uacute;ncios de moda. Como j&aacute; foi citado, os an&uacute;ncios de moda s&atilde;o constru&iacute;dos com menos textos, ou quase nenhum, e mais imagens carregadas de apelos sedutores, em que o consumo &eacute; cada vez mais evidenciado.<br \/>Ap&oacute;s esse est&aacute;gio, ocorre a compra. Para Blackwel, Engel e Miniard (2005), a decis&atilde;o de compra envolve o consumidor em quest&otilde;es relacionadas ao que se comprar, quando comprar, aonde comprar e quanto vai pagar pelo determinado produto.<br \/>Mas para os autores, nem sempre as inten&ccedil;&otilde;es de compra s&atilde;o consumadas, j&aacute; que o consumidor tem a op&ccedil;&atilde;o de abandonar essa fase. Ainda segundo os autores, existem tr&ecirc;s tipos de compra: Totalmente planejada, parcialmente planejada e compra n&atilde;o planejada.<br \/>Ainda de acordo com Blackwel, Engel e Miniard (2005) na compra planejada, o produto e a marca s&atilde;o escolhidos com anteced&ecirc;ncia. Na compra parcialmente planejada, o consumidor tem a inten&ccedil;&atilde;o de comprar um determinado produto, mas adia a escolha da marca at&eacute; a compra ser efetivada. J&aacute; na compra n&atilde;o planejada, o consumidor s&oacute; escolhe a marca e o produto no ponto -de &ndash;venda.<br \/>Mas para Gade (1998), a escolha de um produto, ou at&eacute; mesmo a escolha da marca pode sofrer altera&ccedil;&otilde;es de &uacute;ltima hora. Uma maci&ccedil;a exposi&ccedil;&atilde;o a outra alternativa, ou a at&eacute; mesmo a falta do produto ou marca no ponto &#8211; de venda s&atilde;o fatores que influenciam uma altera&ccedil;&atilde;o de compra.<br \/>Por fim, temos a fase de p&oacute;s-consumo. Nela, o consumidor depois de utilizar determinado produto ou adquirir determinada marca, vai avaliar se sua aquisi&ccedil;&atilde;o correspondeu atingiu as expectativas. Ainda segundo Schiffman e Kanuk (1997), existem tr&ecirc;s resultados que ser&atilde;o poss&iacute;veis ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o: Quando o desempenho est&aacute; de acordo com as expectativas do consumidor,quando o desempenho supera as expectativas, ou ao contr&aacute;rio, quando o desempenho est&aacute; abaixo do esperado, causando uma atitude negativa do consumidor perante o produto ou a marca adquirida.<br \/>Por&eacute;m, para os autores, ainda pode ocorrer a chamada disson&acirc;ncia cognitiva p&oacute;s compra que &eacute; quando o consumidor tem uma uma d&uacute;vida em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua compra.<br \/>De acordo com Gade (1998), para o consumidor se livrar dessas d&uacute;vidas a respeito de sua compra, ele pode tanto procurar ajuda aos grupos mais pr&oacute;ximos como fam&iacute;lia e amigos, como tamb&eacute;m &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o de massa, o que faz com que a publicidade recorra de estrat&eacute;gias para solucionar essa disson&acirc;ncia.<br \/>Segundo Gade (1998), a Teoria de Maslow &eacute; uma das teorias mais importantes da motiva&ccedil;&atilde;o. De acordo com a autora, essa teoria &eacute; dividida em propriedades e hierarquias, sendo que na medida em que um n&iacute;vel mais alto fosse satisfeito, se passaria para o pr&oacute;ximo.<br \/>Essa teoria, segundo a autora &eacute; postulada em cinco n&iacute;veis b&aacute;sicos de necessidades humanas que s&atilde;o dispostas do n&iacute;vel menor at&eacute; o maior: Necessidades fisiol&oacute;gicas, necessidade de seguran&ccedil;a, necessidades de afeto, necessidade de status e estima, e no n&iacute;vel mais alto se encontra a necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o.<br \/>As necessidades fisiol&oacute;gicas s&atilde;o aquelas necessidades b&aacute;sicas para a sobreviv&ecirc;ncia: comer, beber e dormir. Para Gade (1998), apenas depois dessas necessidades satisfeitas, &eacute; que o indiv&iacute;duo come&ccedil;a a se preocupar com assuntos sup&eacute;rfluos e secund&aacute;rios.<br \/>Logo, para a autora, a necessidade de seguran&ccedil;a, diz respeito &agrave; seguran&ccedil;a f&iacute;sica do individuo como: prote&ccedil;&atilde;o, moradia, sa&uacute;de e vestu&aacute;rio. Assim como ocorre na primeira necessidade, o individuo s&oacute; passar&aacute; a se preocupar com outra coisa, quando estas necessidades forem satisfeitas.<br \/>J&aacute; as necessidades de afeto, segundo Gade (1998), s&atilde;o as necessidades referentes aos sentimentos emocionais e afetivos dos indiv&iacute;duos com as pessoas &iacute;ntimas e mais pr&oacute;ximas. Ainda de acordo com a autora, quando as necessidades fisiol&oacute;gicas est&atilde;o satisfeitas, tem-se a necessidade de querer se relacionar com a fam&iacute;lia, com os amigos e de pertencer a um determinado grupo. Uma vez o indiv&iacute;duo querido, inserido em grupo, ele tem a necessidade de mais um n&iacute;vel.<br \/>Para Gade (1998), as necessidades de status e estima, incluem o desejo de prest&iacute;gio, status, reputa&ccedil;&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o perante os outros e a autoconfian&ccedil;a. Logo, a &uacute;ltima necessidade compreende o desejo do indiv&iacute;duo desenvolver sua potencialidade, buscar conhecimento e se superar.<br \/>De acordo com Cobra (2007), as tr&ecirc;s &uacute;ltimas necessidades da hierarquia das necessidades de Maslow s&atilde;o as que mais t&ecirc;m conex&atilde;o com a moda e seus produtos. Para o autor, a emo&ccedil;&atilde;o de comprar um produto da moda provoca prazer e sentimento no consumidor de moda, sendo que o seu comportamento de compra pode ser feito tanto para satisfazer sua necessidade de se vestir, ou apenas para mostrar ao outro que comprou o produto da moda, o que vai lhe garantir status e auto- estima.<br \/>Segundo Feghali (2008), os consumidores em geral de moda t&ecirc;m seu modo de vestir influenciados pela m&iacute;dia e s&atilde;o constantemente bombardeados com mensagens publicit&aacute;rias tendo os produtos de moda como objetos de demasiadas campanhas de publicidade sedutoras que tem finalidade atrair um maior n&uacute;mero de consumidores.<br \/>Para a autora, a os motivos mais comuns que levam o consumidor hoje, a adquirir produtos da moda s&atilde;o: Estar na moda, ficar atraente, impressionar os outros, ser aceito em um determinado grupo ou preencher necessidades, j&aacute; que as roupas novas fazem o indiv&iacute;duo se sentir melhor e mais confiante, o que faz com que essa situa&ccedil;&atilde;o esteja de acordo com a necessidade de status e estima da teoria de Maslow.<br \/>Ainda de acordo com a autora, o comportamento da mulher perante a moda &eacute; afetivo e emocional, nunca racional ou l&oacute;gico, sendo que as indecis&otilde;es s&atilde;o constru&iacute;das por fatores exteriores, alheio a pr&oacute;pria roupa j&aacute; que quando a consumidora olha para um determinado produto de moda ela j&aacute; tem uma impress&atilde;o referente a ele.<br \/>Para Feghali (2008), as mulheres al&eacute;m de sofrerem com press&otilde;es do ambiente, tamb&eacute;m sofrem press&atilde;o e influ&ecirc;ncia das m&iacute;dias e da publicidade, sendo que ao procurar uma roupa adequada que a agrade ela poder&aacute; entrar em conflito e sofrer disson&acirc;ncia.<br \/>Ainda segundo a autora, essa disson&acirc;ncia ocorre quando os consumidores n&atilde;o ficam satisfeitos com suas compras e quando suas expectativas com o produto ficam abaixo do esperado, criando-se assim, um questionamento no consumidor sobre a sua escolha.<br \/>Para a autora os produtos, como uma vestimenta sedutora tamb&eacute;m chama a aten&ccedil;&atilde;o do consumidor de moda, estimulando o consumidor e levando- o a compra. Com isso, o produto de moda se torna uma informa&ccedil;&atilde;o do imagin&aacute;rio, e assim como para Cobra (2007), o consumo dos produtos relacionados &agrave; moda &eacute; hedonista, j&aacute; que compreende e proporciona o prazer, prometendo a felicidade, beleza, status e poder, relacionando assim, consumo e felicidade.<br \/>Foram entrevistadas no total vinte e cinco mulheres de diversas profiss&otilde;es: quinze estudantes, uma promotora de eventos, tr&ecirc;s comerci&aacute;rias, uma secret&aacute;ria executiva, duas administradoras, uma designer de interiores, uma funcion&aacute;ria p&uacute;blica e uma bi&oacute;loga, sendo que as idades dessas entrevistadas variaram de dezoito a trinta e nove anos. Para um melhor entendimento e compreens&atilde;o, a apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados ser&aacute; dividida em duas categorias separadas por assuntos.<br \/>Os resultados da pesquisa quanto &agrave; opini&atilde;o sobre moda, demonstraram que as entrevistadas t&ecirc;m uma opini&atilde;o semelhante sobre a moda. As mulheres falavam o que realmente achavam sobre a moda, percebendo-se que as respostas eram similares uma das outras, conforme o relato de duas das entrevistadas:<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Acho que a moda diz muito sobre a pessoa, fala sobre comportamento, estilo de vida, personalidade e ate mesmo profiss&atilde;o. A forma como uma pessoa se veste &eacute; a primeira mensagem que ela deseja passar sobre ela.&rdquo; Depoimento da entrevistada 6 .<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Acho a moda uma quest&atilde;o de estilo e personalidade, voc&ecirc; tem que saber quem voc&ecirc; &eacute;, e o qual imagem quer passar para os outros. Depoimento da entrevistada 23.<\/span><br \/>Os resultados da pesquisa tamb&eacute;m demonstraram que vinte e quatro das leitoras da revista Vogue Brasil, com exce&ccedil;&atilde;o de uma entrevistada, n&atilde;o s&atilde;o fi&eacute;is &agrave;s tend&ecirc;ncias da moda. As entrevistadas disseram que acompanham o que acontecem no mundo na moda, olham os an&uacute;ncios, mas n&atilde;o se prendem em seguir as tend&ecirc;ncias determinadas pela a moda, conforme o relato de duas entrevistadas:<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Uso bastante as novidades, at&eacute; me considero fiel, mas n&atilde;o sou escrava da moda&rdquo;. Depoimento da Entrevistada 20<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Sempre tento acompanhar as tend&ecirc;ncias da moda, mas tento n&atilde;o me apegar muito. Visto a moda e n&atilde;o deixo que ela me vista. N&atilde;o visto algo que n&atilde;o tenha nada a ver com meu estilo s&oacute; porque &eacute; tend&ecirc;ncia e est&aacute; na moda&rdquo;. Depoimento da Entrevistada 3<\/span><br \/>Outro fator que chamou a aten&ccedil;&atilde;o, foi a inadequa&ccedil;&atilde;o dos tamanhos das roupas para o modelo real de corpo. Pode-se perceber pelo relato de seis das vinte e cinco entrevistadas , que apesar de informadas sobre as tend&ecirc;ncias, n&atilde;o as usam, porque muitas novidades do mundo fashion n&atilde;o se adquequam ao tipo de corpo delas, segundo relato de duas dessas entrevistadas:<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Antenada, posso considerar que sim, mas seguir fielmente as tend&ecirc;ncias isso nunca. Nunca porque meu corpo nunca ser&aacute; id&ecirc;ntico aos das modelos famosas como Isabel Goulart e Alessandra Ambrosio. Tenho minhas qualidades e defeitos e procuro encaixar o meu gosto, os pontos que quero ressaltar da minha personalidade e agrupar isso ao que a moda est&aacute; ditando no momento, mas nunca me imaginei com alguma pe&ccedil;a rec&eacute;m lan&ccedil;ada no ultimo New York fashion Week, por exemplo,&rdquo;. Depoimento da entrevistada 5 <\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">[..] &ldquo;Mas n&atilde;o sigo sempre as tend&ecirc;ncias ,pois, muitas propostas de moda, n&atilde;o sigo porque n&atilde;o &eacute; para o meu corpo. Ou seja, sei o que acontece no mundo da moda, mas nem tudo d&aacute; para usar.&rdquo; Depoimento da entrevistada 15.<\/span><br \/>Por meio do depoimento das entrevistadas, percebe-se que elas procuram informa&ccedil;&atilde;o sobre moda e tend&ecirc;ncias em diversos meios, mas o principal entre elas &eacute; a internet. No que diz respeito &agrave; revistas, a maioria tem acesso comprando em bancas de jornal ou em grandes livrarias, mas uma das entrevistadas tem acesso em seu local de trabalho, e outra tem acesso al&eacute;m da internet por meio da assinatura da Vogue Brasil.<br \/><span style=\"font-size:14px\">[&#8230;] &ldquo;Em contrapartida assino a Vogue Brasil, e por meio dela sei o que est&aacute; rolando no mundo da moda. Ela &eacute; muito boa porque contem bibliografia de pessoas famosas e me antena no mundo das artes pl&aacute;sticas.As vezes entro em sites como o usefashion.com, que sempre atualiza as tend&ecirc;ncias&rdquo;. Depoimento da entrevistada 2.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Costumo comprar nas lojas de departamento, que s&atilde;o fast fashion e t&ecirc;m pre&ccedil;os acess&iacute;veis. Mas tamb&ecirc;m acesso blogs de moda, gosto do thesartorialist.com, que traz fotos de moda de rua.&rdquo; Depoimento da entrevistada 3.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;As revistas e look bocks de algumas das marcas que convivo. [&#8230;]. Leio as revistas que normalmente tem em meu trabalho: Vogue Brasil, Marie Claire e In Style.&rdquo; Depoimento da entrevistada 7.<\/span><br \/>Podemos observar que os resultados da pesquisa quanto aos an&uacute;ncios de moda, mostram que as mulheres n&atilde;o acham os an&uacute;ncios de moda agressivos ou apelativos. Elas acham que os an&uacute;ncios de moda em geral, e os veiculados na Revista Vogue Brasil chamam a aten&ccedil;&atilde;o das mulheres de uma forma positiva, ou seja, em um primeiro momento atraem a aten&ccedil;&atilde;o delas, conforme relato de uma das entrevistadas:<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Acho que os an&uacute;ncios de moda s&atilde;o fascinantes e, uma coisa que me chama a aten&ccedil;&atilde;o, &eacute; como os an&uacute;ncios conseguem nos envolver e nos induzir a querer tal produto. E isso n&atilde;o &eacute; diferente nem na Vogue Brasil. Tais an&uacute;ncios s&atilde;o t&atilde;o bem feitos, que nem percebemos o tamanho do efeito que exercem sobre a gente e, quando menos esperamos, j&aacute; estamos envolvidos no consumismo excecivo desnecess&aacute;rio de tantas novidades de produto.&rdquo; Depoimento da entrevistada 3.<\/span><br \/>Por&eacute;m, de acordo com o relato de quatro entrevistadas, os an&uacute;ncios de moda mostram mulheres muito magras, sendo que muitas vezes os an&uacute;ncios veiculados n&atilde;o mostram ou condizem com a realidade das consumidoras e mulheres reais, conforme relato de duas delas:<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Acho bem interessante os an&uacute;ncios, esses an&uacute;ncios de moda s&atilde;o todos glamorosos. N&atilde;o acho apelativo ou chamativo de uma forma negativa. Mas acho que as mulheres aparecem numa condi&ccedil;&atilde;o que muitas n&atilde;o s&atilde;o: mag&eacute;rrimas e todas super de bem com a vida&rdquo;. Depoimento da entrevistada 17.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Acredito que an&uacute;ncios de moda vendem conceitos. Geralmente o que me chama aten&ccedil;&atilde;o &eacute; uma edi&ccedil;&atilde;o, algo criativo, por&eacute;m que n&atilde;o contenha informa&ccedil;&atilde;o demais. An&uacute;ncios da Vogue s&atilde;o para determinado p&uacute;blico com poder aquisitivo alto, acho que &eacute; o perfil da revista. As mulheres do an&uacute;ncio s&atilde;o modelos e o ideal para propaganda. Nem sempre refletem a realidade das consumidoras, mas sim como elas se enxergam&rdquo;. Depoimento da entrevistada 21.<\/span><br \/>No decorrer da conversa com as entrevistadas, foi abordada a credibilidade da Vogue Brasil, perante os produtos anunciados. Com exce&ccedil;&atilde;o de uma entrevistada, vinte e quatro entrevistadas responderam que o grau de credibilidade que elas tem com a revista &eacute; alto, sendo que elas confiam na revista em rela&ccedil;&atilde;o a qualidade dos produtos anunciados, conforme relatos de duas das entrevistadas.<br \/><span style=\"font-size:14px\">[&ldquo;&#8230;]&rdquo; A marca ta na Vogue, o produto ent&atilde;o tem que ser bom. O fato da marca anunciar na Vogue aumenta meu grau de credibilidade. Assim vou ter mais credibilidade com ela, e com o produto. &rdquo;Depoimento da entrevistada 4.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;A marca que anunciou na Vogue, teve o espa&ccedil;o aberto pela revista, os produtos que ter qualidade, ent&atilde;o desperta meu interesse. Isso faz aumentar minha credibilidade.&rdquo; Depoimento da entrevistada 12.<\/span><br \/>Das vinte e cinco entrevistadas, apenas tr&ecirc;s disseram que n&atilde;o tem interesse imediato nos produtos veiculados nos an&uacute;ncios da Vogue Brasil. Para elas, n&atilde;o basta os an&uacute;ncios estarem na revista divulgando seus produtos, esse interesse vai depender de outros fatores.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Nem sempre vai me gerar interesse. Depende do produto, se for algo que realmente eu v&aacute; utilizar &ndash; independente da marca vou me interessar. N&atilde;o &eacute; porque ele &eacute; feito na Vogue, e sim pelo produto.&rdquo; Depoimento da entrevistada 21.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Depende se eu gostar do anuncio ou vir um anuncio de uma marca conhecida, minha rea&ccedil;&atilde;o vai ser positiva, se eu n&atilde;o gostar da marca indiferente.&rdquo;. Depoimento da entrevistada 13.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;N&atilde;o &eacute; o fato de estar na Vogue que vai fazer que eu compre o produto. Isso vai depender se gosto ou n&atilde;o do produto&rdquo;. Depoimento da entrevistada 7.<\/span><br \/>Pode ser observada na an&aacute;lise dos resultados, a rea&ccedil;&atilde;o das entrevistadas diante dos an&uacute;ncios da revista Vogue Brasil. Pode-se perceber, que dezesseis entrevistadas, totalizando a maioria das participantes, disseram que a rea&ccedil;&atilde;o delas diante dos an&uacute;ncios ir&aacute; depender de quest&otilde;es como a marca, e o pre&ccedil;o dos produtos.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;N&atilde;o vejo os an&uacute;ncios com o intuito de que eu preciso ter aquilo, vejo mais pela novidade, mas se eu realmente gostar, eu procuro algo parecido em lojas com pre&ccedil;os mais acess&iacute;veis, visto que os produtos que a Vogue anunciam s&atilde;o, geralmente, bem caros.&rdquo; Depoimento entrevistada 3.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Depende, eu tenho que realmente gostar, pois n&atilde;o acredito que a moda seja o que est&aacute; na passarela da ultima esta&ccedil;&atilde;o e sim o que somos perante essa moda, ent&atilde;o se eu realmente gostar eu adiquiro.&rdquo; Depoimento entrevistada 5<\/span><br \/>Percebe-se que as restantes das participantes tiveram opini&otilde;es bem diversas no que diz respeito &agrave; rea&ccedil;&atilde;o diante dos an&uacute;ncios veiculados na Vogue Brasil. Duas dessas entrevistadas disseram que n&atilde;o tem nenhuma rea&ccedil;&atilde;o de compra, enquanto cinco entrevistadas disseram que a rea&ccedil;&atilde;o delas seria a de comprar os produtos. J&aacute; uma entrevistada relaciona o corpo como fator de empecilho para a sua compra, conforme relato.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Geralmente me d&aacute; vontade de comprar o produto, mas eu sei que a maioria das marcas principalmente as mais glamorosas, s&oacute; tem tamanho padr&atilde;o.&rdquo; Depoimento entrevistada 15.<\/span><br \/>Merece destaque, outro resultado obtido pela a an&aacute;lise da pesquisa em rela&ccedil;&atilde;o aos an&uacute;ncios da Vogue Brasil. Pode-se perceber que vinte e tr&ecirc;s entrevistadas n&atilde;o compram um produto de uma determinada marca que elas n&atilde;o gostam, s&oacute; porque viram o an&uacute;ncio na revista. De acordo com os relatos, o fato do an&uacute;ncio de uma marca que n&atilde;o agrada a consumidora est&aacute; na Vogue Brasil, n&atilde;o significa, para a maioria que elas ir&atilde;o consumir o produto mesmo n&atilde;o gostando da marca.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;N&atilde;o compraria s&oacute; pelo fato de estar anunciado l&aacute; se eu n&atilde;o gosto da marca.&rdquo; Depoimento da entrevistada 4.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Se eu n&atilde;o gosto da marca, &eacute; por que eu j&aacute; testei o produto e n&atilde;o gostei. Ent&atilde;o o fato dela est&aacute; na revista n&atilde;o mudaria minha minhas inten&ccedil;&otilde;es de compra diante da marca, nem faria gostar mais dela.&rdquo; Depoimento da entrevistada 10.<\/span><br \/>Por&eacute;m, somente duas entrevistadas disseram que depois de ver um an&uacute;ncio na Vogue Brasil tentariam mudar suas percep&ccedil;&otilde;es diante de uma determinada marca que elas n&atilde;o gostam, conforme relato de uma dessas entrevistadas.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Se &eacute; uma marca que eu n&atilde;o gosto, por&eacute;m eu a vejo na Vogue, eu testaria outra vez, compraria algum produto para rever minha opini&atilde;o. Pois se ela t&aacute; na vogue, os produtos s&atilde;o bons. Ia rever o porqu&ecirc; que eu n&atilde;o gostei&rdquo;. Depoimento da entrevistada 17.<\/span><br \/>A pesquisa tamb&eacute;m demonstrou que para vinte tr&ecirc;s entrevistadas, o an&uacute;ncio com um uma marca que elas j&aacute; admiram e gostam, a credibilidade sobre essa determinada marca aumenta, e fazem elas se sentirem mais confiantes, vendo o an&uacute;ncio de uma marca que elas gostam em uma revista mais conceituada segundo relato de uma das entrevistadas.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Se for da marca que eu gosto, sinto mais confiante para comprar algum produto da marca.&rdquo; Depoimento entrevistada 16.<\/span><br \/>Pode-se perceber tamb&eacute;m que a rea&ccedil;&atilde;o perante um an&uacute;ncio da revista Vogue Brasil com marcas que s&atilde;o desconhecidas para as mulheres. Vinte das vinte e cinco entrevistadas est&atilde;o dispostas a conhecer e procurar informa&ccedil;&otilde;es sobre a marca que elas n&atilde;o conhecem com a finalidade de avaliar esta determinada marca, para que ela tamb&eacute;m passe a ser uma op&ccedil;&atilde;o de escolha na hora das compras.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Iria conhecer a marca, saber onde posso comprar e procurar pelos produtos&rdquo;. Depoimento entrevistada 19.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Procuraria saber mais sobre ela. Porque ser&aacute; tamb&eacute;m mais uma op&ccedil;&atilde;o de compra de acordo com minhas necessidades. Depoimento da entrevistada 13.<\/span><br \/>Os resultados da pesquisa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; influ&ecirc;ncia de alguma celebridade nos an&uacute;ncios da Vogue Brasil, demonstraram que para dez das vinte e cinco entrevistadas, o fato de ter qualquer celebridade no an&uacute;ncio n&atilde;o muda as suas inten&ccedil;&otilde;es de compra, e n&atilde;o desperta interesse pela marca anunciada conforme o relato de uma das entrevistadas:<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;N&atilde;o, o fato de ter celebridades ou n&atilde;o no anuncio n&atilde;o mudaria minha percep&ccedil;&atilde;o nem despertaria interesse. O que me interessa mais &eacute; o estilo da marca, n&atilde;o quem a veste&rdquo;. Depoimento da entrevistada 6.<\/span><br \/>Por&eacute;m, para seis entrevistadas o fato de ter uma celebridade no an&uacute;ncio, somado ao fato deste est&aacute; veiculado na revista Vogue Brasil influencia suas decis&otilde;es de compra, j&aacute; que elas passam a se identificam com a celebridade do an&uacute;ncio e querendo est&aacute; parecida com eles.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Acho que desperta sim um interesse pela roupa que a celebridade est&aacute; usando, ao nos identificarmos com algu&eacute;m do mundo das celebridades passamos a observar mais o estilo, comportamento etc. O que pode me fazer querer comprar a mesma roupa dessa pessoa.&rdquo; Depoimento da entrevistada 2.<\/span><br \/>Para o restante das entrevistadas, n&atilde;o &eacute; somente o fato de ter uma celebridade em um an&uacute;ncio que ir&aacute; chamar a aten&ccedil;&atilde;o delas, j&aacute; que para isso acontecer depende de uma s&eacute;rie de fatores como a marca anunciante e a constru&ccedil;&atilde;o do an&uacute;ncio.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Vai depender do conjunto, pois ele &eacute; que tem que agradar. N&atilde;o adianta uma marca anunciar na Vogue com a modelo do momento, oferecendo produtos sem qualidade, de extrema falta de gosto, eleg&acirc;ncia.&rdquo; Relato da entrevistada 1.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">[&#8230;] &ldquo;Se for de uma marca que eu n&atilde;o gosto e tiver uma celebridade, isso n&atilde;o modifica em nada, agora se uma que eu gosto isso vai me influenciar positivamente&rdquo;. Depoimento da entrevistada 10.<\/span><br \/>As entrevistadas tamb&eacute;m relataram a opini&atilde;o delas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; constru&ccedil;&atilde;o dos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios de moda da Vogue Brasil. Todas entrevistadas disseram que os an&uacute;ncios da Vogue Brasil s&atilde;o bem constru&iacute;dos, n&atilde;o possuindo excesso de informa&ccedil;&otilde;es, facilitando o entendimento. Para essas mulheres, esses an&uacute;ncios ajudam de uma maneira positiva suas decis&otilde;es de compra conforme depoimento de duas das entrevistadas.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;S&atilde;o bem constru&iacute;dos. Quando um an&uacute;ncio &eacute; bem constru&iacute;do ele, por si s&oacute;, chama a aten&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o, ainda que o p&uacute;blico n&atilde;o conhe&ccedil;a determinado produto ele passa a procur&aacute;-lo para saber se aquilo que &eacute; publicado realmente condiz com a realidade do ofertado.&rdquo; Depoimento da entrevistada 1.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Eles s&atilde;o constru&iacute;dos de um modo clean, mas um modo mais glamuroso e sofisticado. E isso ajuda nas decis&otilde;es de compra, porque vendo como que o anuncio &eacute; vou ter uma ideia do produto e at&eacute; mesmo da marca. Se ele for constru&iacute;do de um modo ruim, a minha percep&ccedil;&atilde;o dos produtos vai ser negativa.&rdquo; Depoimento da entrevistada 12.<\/span><br \/>Mas, para cinco entrevistadas, o fato dos an&uacute;ncios serem bem constru&iacute;dos, n&atilde;o ajuda ou n&atilde;o interfere sua decis&atilde;o de compra em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; marca, ou aos produtos anunciados, conforme relato de uma dessas entrevistadas:<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Acho os an&uacute;ncios muito bem constru&iacute;dos, realmente s&atilde;o muito bons, mas isso n&atilde;o chega a interferir na minha decis&atilde;o de compra.&rdquo; Depoimento da entrevistada 6.<\/span><br \/>Um fato que chamou a aten&ccedil;&atilde;o foram os resultados da pesquisa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; rea&ccedil;&atilde;o das consumidoras diante um an&uacute;ncio da Vogue Brasil em que elas gostaram e se identificaram com o produto.<br \/>Treze entrevistadas disseram que a rea&ccedil;&atilde;o delas &eacute; primeiramente procurar informa&ccedil;&otilde;es sobre o produto. Para elas, n&atilde;o basta apenas gostar do an&uacute;ncio e do produto, j&aacute; que de acordo com os relatos muitas lojas que anunciam na Vogue Brasil n&atilde;o existem no estado do Esp&iacute;rito Santo dificultando assim, a compra. Outra informa&ccedil;&atilde;o acerca dos produtos relatada na entrevista &eacute; a quest&atilde;o do pre&ccedil;o, pois para as entrevistadas uma grande parte dos produtos divulgados na revista s&atilde;o bem caros, dificultando assim, a concretiza&ccedil;&atilde;o da compra.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Procuro saber mais sobre o produto na internet e se estiver dentro do meu or&ccedil;amento, compro.&rdquo; Depoimento da entrevistada 21.<\/span><br \/>Um fator que chamou a aten&ccedil;&atilde;o foi o relato de uma entrevistada, pois para ela o maior problema em adquirir um produto da revista Vogue Brasil, &eacute; a numera&ccedil;&atilde;o das roupas. Para ela, o tamanho das roupas &eacute; a primeira informa&ccedil;&atilde;o que ela procura sobre o produto, conforme o relato.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;No meu caso, n&atilde;o basta gostar, tenho que saber se a roupa tem a minha numera&ccedil;&atilde;o, e se fica boa no meu corpo.&rdquo; Depoimento da entrevistada 15.<\/span><br \/>Por fim, a an&aacute;lise dos resultados da pesquisa mostrou que quatorze entrevistadas, ou seja, a maioria n&atilde;o se lembrou de nenhum an&uacute;ncio veiculado na Vogue Brasil. Pode-se perceber que por esses resultados, e conforme o depoimento das entrevistadas, tanto as que leram a Vogue Brasil recentemente ou a algum tempo que nenhum an&uacute;ncio chamou tanto a aten&ccedil;&atilde;o delas, a ponto de se lembrarem de um an&uacute;ncio.<br \/>Por&eacute;m, onze entrevistadas se lembram de um an&uacute;ncio que elas viram na revista. Os motivos da lembran&ccedil;a dos an&uacute;ncios foram diversos. Algumas entrevistadas se lembraram pela constru&ccedil;&atilde;o do an&uacute;ncio, outras pelas celebridades existentes, e algumas se lembraram pelo fato de se espantarem vendo uma determinada marca na Vogue Brasil.<br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Eu me lembro de v&aacute;rios an&uacute;ncios bons na Vogue que me chamaram a aten&ccedil;&atilde;o. Geralmente eu gosto dos an&uacute;ncios mais descontra&iacute;dos, como os da marca Vans, por exemplo, pois n&atilde;o &eacute; uma coisa muito produzida e &eacute; algo mais real, mais dia-a-dia.&rdquo; Depoimento entrevistada 3.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Me lembro do an&uacute;ncio da Colcci com o Ashton Kutcher e da modelo Alessandra Ambrosio.Ele ficou na minha mente, por que gosto dos dois, e teve uma pegada rom&acirc;ntica e sensual, sem ser muito apelativo.&rdquo; Depoimento da entrevistada 10.<\/span><br \/><span style=\"font-size:14px\">&ldquo;Me chamou aten&ccedil;&atilde;o um an&uacute;ncio da Hering. Por ser uma marca um pouco popular, n&atilde;o imaginava ela na Vogue. E isso com certeza aumenta tamb&eacute;m meu grau de credibilidade sobre a marca.&rdquo; Depoimento da entrevistada 13.<\/span><br \/>Com an&aacute;lise dos resultados podemos responder a quest&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o e a hip&oacute;tese gerada no come&ccedil;o do estudo chegando &agrave; conclus&atilde;o de que ao contr&aacute;rio da hip&oacute;tese, as mulheres n&atilde;o s&atilde;o totalmente influenciadas pelos an&uacute;ncios da revista Vogue Brasil, pois, somente o fato de um produto estar anunciado na Vogue Brasil n&atilde;o &eacute; determinante para que elas comprem o produto.<br \/>Com base nos resultados da pesquisa podemos concluir que a Vogue Brasil influencia as leitoras em rela&ccedil;&atilde;o a conhecerem marcas novas, que at&eacute; ent&atilde;o eram desconhecidas por essas consumidoras j&aacute; que ao verem um an&uacute;ncio de uma marca desconhecida que chama a aten&ccedil;&atilde;o, essas consumidoras est&atilde;o dispostas a adquirirem informa&ccedil;&otilde;es sobre a marca e o produto desta marca para uma poss&iacute;vel compra.<br \/>Por&eacute;m, existem fatores que s&atilde;o mais determinantes para a compra de um produto anunciado na revista, como por exemplo, o pre&ccedil;o. A Vogue Brasil tem predomin&acirc;ncia de marcas mais sofisticadas, assim, os produtos dessas marcas s&atilde;o mais caros, o que torna o pre&ccedil;o um peso fundamental para as mulheres na hora da compra.<br \/>Para Honorato (2004), o pre&ccedil;o tem rela&ccedil;&atilde;o com o momento em que o consumidor est&aacute; avaliando suas alternativas com a finalidade de se chegar a uma decis&atilde;o de compra sendo que, se o pre&ccedil;o n&atilde;o estiver dentro dos padr&otilde;es financeiros do consumidor, ele poder&aacute; recorrer a uma busca por um produto similar com um pre&ccedil;o menor.<br \/>Esta quest&atilde;o das consumidoras com o pre&ccedil;o pode ser constatada pelos relatos das entrevistadas j&aacute; que, de acordo com o que foi falado pela maioria das mulheres, n&atilde;o basta os an&uacute;ncios da revista Vogue Brasil serem bem constru&iacute;dos e elas procurarem informa&ccedil;&otilde;es sobre um produto de uma marca que elas n&atilde;o conhecem, se quest&otilde;es como o pre&ccedil;o, ir&atilde;o ter um peso maior na decis&atilde;o de compra dessas mulheres.<br \/>Assim, n&atilde;o adianta elas s&oacute; gostarem do produto para comprar, se o determinado produto n&atilde;o estiver dentro do or&ccedil;amento financeiro delas, a consolida&ccedil;&atilde;o da compra n&atilde;o &eacute; feita.<br \/>Segundo Honorato (2004), faz parte das decis&otilde;es dos consumidores optarem pelas marcas de maior afinidade, e j&aacute; testadas o que faz com que eles se sintam mais confiantes. Assim, pode-se dizer que os an&uacute;ncios da revista n&atilde;o t&ecirc;m poder de influenciar as consumidoras em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s marcas que elas n&atilde;o gostam. Ou seja, pode se concluir que a opini&atilde;o e a percep&ccedil;&atilde;o das consumidoras perante uma determinada marca n&atilde;o vai mudar pelo fato do an&uacute;ncio desta marca est&aacute; na Vogue Brasil.<br \/>Mas, no que diz respeito a marcas conhecida e admiradas pelas consumidoras, elas se sentem mais confiantes quando elas encontram um an&uacute;ncio de uma determinada marca que admiram na revista Vogue Brasil. Isso faz com que a credibilidade delas com a marca aumentem, j&aacute; que ao verem um an&uacute;ncio da marca que elas apreciam em uma revista conceituada como a Vogue Brasil.<br \/>Esse resultado vai de acordo com as ideias de Schiffman e Kanuk (1997). Para os autores, a reputa&ccedil;&atilde;o do ve&iacute;culo transmissor do an&uacute;ncio interfere na credibilidade da mensagem. De acordo com os autores, quando o ve&iacute;culo que transmite o an&uacute;ncio &eacute; bem respeitado , e tem um grau de confian&ccedil;a alto perante seus p&uacute;blicos, como o caso da Vogue Brasil, a mensagem e consequentemente a credibilidade diante do anuncio aumenta.<br \/>De acordo com Schiffman e Kanuk,(1997), os an&uacute;ncios empregam uma grande quantia de dinheiro para ter alguma celebridade em seus an&uacute;ncios. Mas, podemos concluir que, no estudo feito, mesmo um an&uacute;ncio com uma determinada celebridade n&atilde;o faz com que a maioria das mulheres se interesse por ele. Ou seja, para as consumidoras, mesmo uma pessoa famosa em um an&uacute;ncio da revista Vogue Brasil, n&atilde;o faz com que elas mudem suas inten&ccedil;&otilde;es de compra, ou se sintam atra&iacute;das pelo an&uacute;ncio somente por causa da celebridade.<br \/>Em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento das consumidoras diante de um an&uacute;ncio da Vogue Brasil, em que a mulher se interessou tanto pelo an&uacute;ncio e pelo produto, podemos perceber a rea&ccedil;&atilde;o da maioria das consumidoras &eacute; procurar informa&ccedil;&otilde;es sobre o produto para a efetiva&ccedil;&atilde;o da compra.<br \/>Com isso, podemos dizer que v&aacute;rios fatores tamb&eacute;m est&atilde;o por tr&aacute;s dessa compra. Pois, na hora de procurar informa&ccedil;&otilde;es sobre o produto que a agradou, a consumidora leva em conta fatores que v&atilde;o al&eacute;m dos pre&ccedil;os, como a distribui&ccedil;&atilde;o do produto, em que ela procura saber se tem o produto perto do seu local de resid&ecirc;ncia e, em certos casos, a disposi&ccedil;&atilde;o dos tamanhos das pe&ccedil;as de roupas, j&aacute; que como foi relatado por uma entrevistada, um fator que dificulta a compra &eacute; a consumidora n&atilde;o achar tamanhos adequados ao seu corpo.<br \/>Portanto, os an&uacute;ncios veiculados na Vogue Brasil ajudam a consumidora nas decis&otilde;es de compra e fazem com que elas estejam abertas a conhecer novos produtos divulgados pela marca. Mas, podemos concluir que s&atilde;o v&aacute;rias quest&otilde;es que envolvem a consumidora para a realiza&ccedil;&atilde;o da compra, o que faz com que os an&uacute;ncios da revistas as influenciem at&eacute; certo ponto. Pois, na hora de avaliar a poss&iacute;vel compra existem fatores como os j&aacute; falados, que pesam mais em nas consumidoras do que um an&uacute;ncio veiculado na Vogue Brasil.<br \/>Espera-se que o estudo sobre o comportamento das mulheres diante dos an&uacute;ncios de moda, possa contribuir com aspectos inovadores e importantes despertando interesse de profissionais da &aacute;rea de publicidade e pesquisadores na &aacute;rea de comportamento do consumidor, para que possam entender mais sobre o p&uacute;blico feminino e dar continuidade a este tema, j&aacute; que as mulheres s&atilde;o hoje as principais consumidoras do mercado, sendo refer&ecirc;ncias para empresas de diversos setores como o de moda.<br \/>Por&eacute;m, o presente estudo mostrou uma face do comportamento do consumidor j&aacute; ele foi segmentado e direcionado a um tipo espec&iacute;fico de p&uacute;blico: Mulheres jovens, residentes nos munic&iacute;pios da Grande Vit&oacute;ria, e que j&aacute; leram a revista Vogue Brasil.<br \/>Assim, por mais que se dedique a entender o comportamento do consumidor, j&aacute; que esse &eacute; um tema que necessita de mais estudos, pois se necessita de maiores investiga&ccedil;&otilde;es e aprofundamento acerca desse assunto.<br \/>Portanto, como o comportamento do consumidor &eacute; um tema muito vasto, prop&otilde;em-se estudos ainda mais aprofundados em outros segmentos de consumidores, e em ve&iacute;culos e estados diferentes para que se possa observar, investigar e compreender cada vez mais o comportamento dos consumidores.<br \/>AVELAR, S. Moda-Globaliza&ccedil;&atilde;o e novas tecnologias. S&atilde;o Paulo: Esta&ccedil;&atilde;o das Letras e das Cores, 2002.<br \/>AUSTIN, Mark; AITCHISON, Jim. Tem Algu&eacute;m A&iacute;? S&atilde;o Paulo: Nobel, 2007.<br \/>BARBOSA, G; RABA&Ccedil;A, C. A. Dicion&aacute;rio de Comunica&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Campus, 2001.<br \/>BLACKWELL, D.R.; MINIARD, W.P; ENGEL, F.J. Comportamento do consumidor. S&atilde;o Paulo: Thompson Learning, 2005.<br \/>BERGAMO, CESAR. An&uacute;ncios da Vogue Brasil. 2011. Entrevista realizada por meio de e-mail.<br \/>BONI, V; QUARESMA, J. Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ci&ecirc;ncias Sociais. Dispon&iacute;vel em: &lt;http:\/\/www.emtese.ufsc.br\/3_art5.pdf&gt;. Acesso em 6 jun.2011.<br \/>BUENO, M.L; CAMARGO, L.O. Cultura e consumo- Estilos de vida na contemporaneidade. S&atilde;o Paulo, 2008.<br \/>CALEFFE, Luiz Gonzaga; MOREIRA, Herivelto. Metodologia da pesquisa para o professor pesquisador. 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Rio de Janeiro: E-Papers Servi&ccedil;os Editoriais Ltda, 2005.<br \/>1) Faixa et&aacute;ria e profiss&atilde;o;<br \/>2) Opini&atilde;o das entrevistadas sobre moda;<br \/>3) Fidelidade e aten&ccedil;&atilde;o quanto as tend&ecirc;ncias;<br \/>4) N&iacute;vel de conhecimento sobre as novidades do mundo da moda;<br \/>4) Principal fonte de informa&ccedil;&atilde;o para a compra de roupas;<br \/>a) Utiliza&ccedil;&atilde;o de revistas?<br \/>b) Quais?<br \/>c) Qual o local de compra?<br \/>d) Qual o local de acesso?<br \/>5) O que a entrevistada pensa sobre os an&uacute;ncios de moda? O que mais chama a aten&ccedil;&atilde;o?<br \/>6) Qual a opini&atilde;o sobre os an&uacute;ncios da Vogue Brasil? O que a entrevistada acha sobre as mulheres nos an&uacute;ncios da revista Vogue Brasil?<br \/>6) Qual a opini&atilde;o das entrevistadas em rela&ccedil;&atilde;o as marcas que anunciam na Vogue Brasil e o produto anunciado por elas?<br \/>7) Grau de credibilidade perante as marcas que anunciam na Vogue Brasil;<br \/>8) Qual o comportamento de compra diante de um an&uacute;ncio da Vogue Brasil?<br \/>9)Qual a rea&ccedil;&atilde;o diante de um an&uacute;ncio veiculado na revista Vogue Brasil de uma marca que a entrevistada n&atilde;o gosta?<br \/>10) Qual a rea&ccedil;&atilde;o das entrevistadas diante um an&uacute;ncio veiculado na revista de uma marca admirada? Qual a percep&ccedil;&atilde;o delas em rela&ccedil;&atilde;o a essa marca?<br \/>11) Qual a rea&ccedil;&atilde;o das mulheres perante a um an&uacute;ncio de moda de uma marca desconhecida na Vogue Brasil?<br \/>12) Opini&atilde;o sobre um an&uacute;ncio veiculado na Vogue Brasil com alguma celebridade;<br \/>13) Qual a opini&atilde;o das entrevistadas sobre a constru&ccedil;&atilde;o dos an&uacute;ncios publicit&aacute;rios veiculados na Vogue Brasil? Qual a rela&ccedil;&atilde;o com a decis&atilde;o de compra?<br \/>14) Qual a rea&ccedil;&atilde;o diante de um an&uacute;ncio da revista Vogue Brasil em que tenha ocorrido interesse por esse an&uacute;ncio e pelo produto?<br \/>15) A entrevistada se recorda de algum an&uacute;ncio de vestu&aacute;rio veiculado na Vogue Brasil? Por qual motivo ocorreu essa lembran&ccedil;a?<br \/>Publicado por: Caroline Herculano da Silva<br \/>                             O texto publicado foi encaminhado por um usu\u00e1rio do site por meio do canal colaborativo Monografias. <strong> Brasil Escola n\u00e3o se responsabiliza pelo conte\u00fado do artigo publicado, que \u00e9 de total responsabilidade do autor <\/strong>. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: <a href=\"https:\/\/www.brasilescola.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.brasilescola.com<\/a>.                         <br \/>Facebook<br \/>Instagram<br \/>Twitter<br \/>Youtube<br \/><span>Copyright \u00a9 2023 <a href=\"http:\/\/www.redeomnia.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rede Omnia<\/a> &#8211; Todos os direitos reservados.&nbsp;<\/span>Proibida a reprodu\u00e7\u00e3o total ou parcial sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o (Inciso I do Artigo 29 Lei 9.610\/98)<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/news.google.com\/rss\/articles\/CBMingFodHRwczovL21vbm9ncmFmaWFzLmJyYXNpbGVzY29sYS51b2wuY29tLmJyL2NvbXVuaWNhY2FvLW1hcmtldGluZy9hLWluZmx1ZW5jaWEtZG9zLWFudW5jaW9zLXB1YmxpY2l0YXJpb3MtbW9kYS1yZXZpc3RhLXZvZ3VlLWJyYXNpbC1zb2JyZS1wdWJsaWNvLWZlbWluaW5vLmh0bdIBpAFodHRwczovL20ubW9ub2dyYWZpYXMuYnJhc2lsZXNjb2xhLnVvbC5jb20uYnIvYW1wL2NvbXVuaWNhY2FvLW1hcmtldGluZy9hLWluZmx1ZW5jaWEtZG9zLWFudW5jaW9zLXB1YmxpY2l0YXJpb3MtbW9kYS1yZXZpc3RhLXZvZ3VlLWJyYXNpbC1zb2JyZS1wdWJsaWNvLWZlbWluaW5vLmh0bQ?oc=5\">source<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O texto publicado foi encaminhado por um usu\u00e1rio do site por meio do canal colaborativo Monografias. 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