{"id":6761,"date":"2023-10-19T07:20:32","date_gmt":"2023-10-19T10:20:32","guid":{"rendered":"https:\/\/4tuneagencia.digital\/blog\/o-fim-do-10x-sem-juros-voce-s-a-vc-s-a\/"},"modified":"2023-10-19T07:20:32","modified_gmt":"2023-10-19T10:20:32","slug":"o-fim-do-10x-sem-juros-voce-s-a-vc-s-a","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/4tuneagencia.digital\/blog\/o-fim-do-10x-sem-juros-voce-s-a-vc-s-a\/","title":{"rendered":"O fim do 10x sem juros? | VOC\u00ca S\/A &#8211; VC S\/A"},"content":{"rendered":"<p><b class=\"userNameExp\" id=\"userNameExpToggled\"><\/b><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cQuer parcelar?\u201d \u00e9 a pergunta que segue o \u201cd\u00e9bito ou cr\u00e9dito?\u201d a cada vez que algu\u00e9m faz uma compra. J\u00e1 sai no autom\u00e1tico, assim como a resposta-pergunta do cliente: \u201cem quantas vezes?\u201d. Esse di\u00e1logo curto sintetiza como o \u201cdez vezes sem juros no cart\u00e3o\u201d se tornou algo t\u00e3o brasileiro quanto jabuticaba, guaran\u00e1 e cacha\u00e7a.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">60% de tudo o que se compra no Brasil \u00e9 no cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Dessa bolada, 45% \u00e9 parcelada sem juros. O total de cr\u00e9dito concedido pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras via cart\u00e3o soma R$ 513 bilh\u00f5es. Foi um movimento incentivado pelo mercado: existem 430 milh\u00f5es de pl\u00e1sticos no pa\u00eds, dois para cada brasileiro, ou quatro para cada pessoa que faz parte da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Eles s\u00e3o o motor do consumo e, ao mesmo tempo, a n\u00eamesis da economia brasileira. O Brasil tem <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/financas-pessoais\/por-que-perdoar-dividas-e-tao-dificil-mas-pode-ser-bom-para-a-economia\">71 milh\u00f5es de pessoas com contas em atraso<\/a> \u2013 e \u2153 de tudo o que deixou de ser pago \u00e9 no cart\u00e3o de cr\u00e9dito.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">O instrumento cresceu de forma t\u00e3o descontrolada que se tornou disfuncional \u2013 e est\u00e1 na mira do governo. O Congresso aprovou uma lei que obriga institui\u00e7\u00f5es financeiras a propor uma solu\u00e7\u00e3o para as altas taxas de juros de quem pedala o pagamento de uma parte da fatura. A negocia\u00e7\u00e3o ser\u00e1 intermediada pelo Banco Central e, depois, precisa passar pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional, composto pelos minist\u00e9rios da Fazenda, Planejamento e pelo pr\u00f3prio BC. Sem acordo, passar\u00e1 a valer um teto de juros de 100% da d\u00edvida \u2013 hoje a m\u00e9dia das taxas est\u00e1 em 445%.<\/span><br \/><a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/SA305-MAT-CAPA-CARTA\u0303O-9.jpg?quality=70&amp;strip=info\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-50830 size-full\" src=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/SA305-MAT-CAPA-CARTA\u0303O-8.jpg?quality=70&amp;strip=info\" border=\"0\" alt=\"-\" title=\"SA305-MAT-CAPA-CARTA\u0303O-8\" width=\"1024\" height=\"682\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"ARTE\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"VOC\u00ca S\/A\" srcset=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/SA305-MAT-CAPA-CARTA\u0303O-8.jpg?resize=1536,1023 1536w, https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/SA305-MAT-CAPA-CARTA\u0303O-8.jpg?resize=1360,906 1360w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A eventual imposi\u00e7\u00e3o de um juro m\u00e1ximo para a linha abriu uma caixa de pandora no mercado financeiro. Grandes bancos, fintechs, operadoras de maquininhas e lojistas entraram em uma guerra p\u00fablica em que tentaram apontar culpados para o problema enquanto protegiam o pr\u00f3prio neg\u00f3cio de eventuais medidas para de fato reduzir os juros.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">O estopim foi dado pelos bancos. H\u00e1 anos eles v\u00eam colocando a culpa das altas taxas do rotativo na exist\u00eancia do parcelamento sem juros. O problema \u00e9 o seguinte: o banco decide o limite de cr\u00e9dito do cliente e se compromete a pagar ao lojista mesmo em caso de inadimpl\u00eancia na fatura. Mas o banco n\u00e3o \u00e9 remunerado por esse cr\u00e9dito que ofereceu. O que as institui\u00e7\u00f5es financeiras afirmam \u00e9 que os juros do rotativo s\u00e3o caros porque precisam compensar um uso do cart\u00e3o que n\u00e3o gera receitas e traz risco de inadimpl\u00eancia. Trata-se de um subs\u00eddio cruzado.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 tem uma quest\u00e3o: foram os pr\u00f3prios bancos que criaram esse mecanismo, e ele \u00e9 mais intrincado do que essa combina\u00e7\u00e3o de rotativo e parcelado. Qualquer solu\u00e7\u00e3o para os juros escorchantes do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, ent\u00e3o, passa por entender como esse problema se formou no Brasil. Para isso, vamos primeiro viajar no tempo, de volta aos anos 1980 e 1990.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 pouco mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, no per\u00edodo que antecedeu o Plano Real, quem mandava no com\u00e9rcio era o cheque, uma folha de papel em que voc\u00ea escrevia o valor do pagamento e autorizava o lojista a debitar da sua conta corrente. Tratava-se de um substituto do dinheiro, um meio mais port\u00e1til de realizar pagamentos \u00e0 vista de somas mais consider\u00e1veis.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">O brasileiro deu seus pulos. Era \u00e9poca de <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/economia\/brasil-o-pele-da-inflacao\">hiperinfla\u00e7\u00e3o<\/a>, o que fazia o sal\u00e1rio evaporar t\u00e3o logo pingava na conta, dada a remarca\u00e7\u00e3o constante de pre\u00e7os nos supermercados. Sobrava pouco para a compra de bens de maior valor.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A\u00ed o com\u00e9rcio inventou o cheque pr\u00e9-datado, como uma forma de conceder cr\u00e9dito aos clientes que j\u00e1 tinham gastado o sal\u00e1rio. Na hora do pagamento, em vez de preencher o valor total da compra em uma \u00fanica folha de cheque, o cliente assinava duas, tr\u00eas, cinco ou dez folhinhas \u2013 com vencimento mensal. Estava criado o pagamento parcelado pelo lojista.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o era o mundo ideal: cabia ao vendedor checar com os <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/financas-pessoais\/superendividamento-como-sair-dessa-lama\/\">bir\u00f4s de cr\u00e9dito<\/a> se o indiv\u00edduo era um bom pagador. E ele precisava esperar para receber as presta\u00e7\u00f5es, o que secava o caixa do neg\u00f3cio. Isso sem falar no risco de calote na hora de descontar o cheque.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Resultado: surgiu ali uma nova ind\u00fastria de cr\u00e9dito para empresas, que comprava os cheques do lojista. Se fosse um cheque de $ 100, o comerciante venderia por, digamos, $ 85 e colocaria o dinheiro em caixa \u2013 os 15% eram os juros para repassar o problema adiante. Dali para frente, ficava por conta da financeira descontar o cheque na data combinada \u2013 e tamb\u00e9m o risco de o cliente estar sem dinheiro na conta para honrar o pagamento.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Naquela \u00e9poca, se voc\u00ea fosse o consumidor, havia uma vantagem ainda maior em \u201ccomprar tempo\u201d ao parcelar uma despesa: a infla\u00e7\u00e3o te ajudava a quitar o produto, porque a disparada de pre\u00e7os fazia com que os sal\u00e1rios fossem corrigidos mensalmente, via \u201ccorre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria\u201d. Agora imagine a seguinte situa\u00e7\u00e3o: voc\u00ea compra uma TV de $ 1.000 e paga com dez cheques de $ 100. No primeiro m\u00eas, $ 100 s\u00e3o $ 100 mesmo. A\u00ed, no segundo m\u00eas, a infla\u00e7\u00e3o \u00e9 de 10%. Significa que aqueles $ 100 passam a valer, em termos reais, apenas $ 90. Mas o seu sal\u00e1rio \u00e9 reajustado em 10%, e continua a valer o mesmo perante a infla\u00e7\u00e3o.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Isso significa diminuir paulatinamente o peso da presta\u00e7\u00e3o no seu or\u00e7amento. E a consequ\u00eancia \u00e9 uma chance menor de n\u00e3o ter saldo na conta na hora que o cheque for descontado.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00f3 tem um detalhe: quem operava nesse mercado eram financeiras menores ou at\u00e9 empresas n\u00e3o banc\u00e1rias, que ficavam \u00e0 margem da regula\u00e7\u00e3o, como lembra Boanerges Ramos Freire, presidente da Boanerges &amp; Cia, especialista em servi\u00e7os financeiros.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Operacionalizar esse servi\u00e7o de antecipa\u00e7\u00e3o de cheques era uma tarefa quase cartorial, j\u00e1 que as folhas precisavam ser guardadas em arquivos \u00e0 espera da data e algu\u00e9m da firma tinha de ir para a fila do banco descont\u00e1-los (numa \u00e9poca em que se ia a ag\u00eancias). N\u00e3o valia a pena para os bancos, que ficavam de fora da jogada.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A coisa s\u00f3 come\u00e7ou a mudar quando eles passaram a investir no cart\u00e3o de cr\u00e9dito, na virada para os anos 1990. O concorrente n\u00e3o era o dinheiro, mas sim o cheque. E a\u00ed n\u00e3o tinha jeito: para convencer consumidores e lojistas a aceitar o cart\u00e3o, era preciso fazer tudo aquilo que o cheque j\u00e1 fazia \u2013 e mais um pouco.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Foi a\u00ed que os bancos brasileiros inventaram o parcelado sem juros no cart\u00e3o \u2013 aquilo que hoje eles mesmos dizem que cria uma distor\u00e7\u00e3o no mercado. Para o lojista era ainda melhor, porque ele n\u00e3o precisaria mais se preocupar com a inadimpl\u00eancia. O banco cuidaria de tudo. Havia um custo, e uma parte dele era invis\u00edvel. Os subs\u00eddios cruzados, que hoje s\u00e3o os \u201cculpados\u201d pela crise, estavam l\u00e1 desde o come\u00e7o. S\u00f3 que, inicialmente, n\u00e3o se tratava de um problema para os bancos.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A ind\u00fastria de cart\u00f5es \u00e9 composta por tr\u00eas pilares: as bandeiras (Visa, Mastercard, Amex, Elo), as maquininhas (Rede, Cielo, Getnet, PagSeguro) e os emissores de cart\u00f5es (bancos e fintechs).<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Aos emissores cabe o papel de conceder cr\u00e9dito ao cliente. Eles avaliam a capacidade de pagamento e dizem quanto cada pessoa pode gastar. As maquininhas s\u00e3o o ponto de contato entre o lojista e o banco, ou seja: as respons\u00e1veis por processar cada compra e garantir que o pagamento ser\u00e1 feito. E as bandeiras conectam todo mundo para a transa\u00e7\u00e3o acontecer.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Cada vez que voc\u00ea passa o cart\u00e3o em uma maquininha, h\u00e1 a cobran\u00e7a de uma taxa que serve para remunerar os tr\u00eas elos da cadeia. Essa \u00e9 a chamada taxa de desconto \u2013 hoje de 2,34% no cr\u00e9dito, em m\u00e9dia, segundo o Banco Central. Dentro dela h\u00e1 a tarifa de interc\u00e2mbio \u2013 decidida unilateralmente pelas bandeiras, que dividem um percentual do valor com o banco. O custo m\u00e9dio de interc\u00e2mbio hoje \u00e9 de 1,64%.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Quando voc\u00ea paga R$ 100 no cart\u00e3o, o lojista fica com R$ 97,66 e R$ 2,34 v\u00e3o para a ind\u00fastria de cart\u00f5es \u2013 R$ 0,70 s\u00e3o da maquininha, enquanto R$ 1,64 ficam entre banco e bandeira.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">No passado, era um mero detalhe: os bancos eram os \u00fanicos donos das maquininhas, e fechavam acordos com as bandeiras de cart\u00e3o para emitir cart\u00f5es de uma ou da outra. Ou seja, eles ganhavam em todas as pontas da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Havia ainda o subs\u00eddio cruzado no cr\u00e9dito.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o banco fixa o limite do cart\u00e3o de um cliente, ele precisa separar um percentual do montante em caixa para fazer frente \u00e0 possibilidade de um calote. Para bons pagadores, o BC determina que se reserve 0,50% do valor emprestado, e os percentuais v\u00e3o subindo por faixa de risco. Quanto mais arriscado, mais alta a reserva. E se o dono do cart\u00e3o j\u00e1 tem algum atraso, o banco aumenta essa provis\u00e3o.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Isso acontece com empr\u00e9stimos de todos os tipos, mas em linhas pr\u00e9-aprovadas (caso do cart\u00e3o de cr\u00e9dito e do cheque especial), a institui\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o tem garantia alguma. O dinheiro que o banco reservou para o caso de calote fica \u201cparado\u201d no cofre e n\u00e3o pode ser utilizado para empr\u00e9stimos a juros a outros clientes \u2013 seu grande ganha-p\u00e3o. \u00c9 uma perda indireta que faz parte da natureza do cart\u00e3o. Por outro lado, as institui\u00e7\u00f5es financeiras sempre cobraram anuidades dos clientes para oferecer o servi\u00e7o.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">E estava tudo certo. O banco compensava essa aus\u00eancia de receitas com juros oferecendo o cr\u00e9dito via \u201cantecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis\u201d ao lojista, que continuava vendendo em dez vezes sem juros \u2013 agora no cart\u00e3o \u2013, mas precisava do dinheiro \u00e0 vista, e pagava juros por isso.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNo in\u00edcio, havia um equil\u00edbrio entre todos os elos da cadeia. O horizonte de tr\u00eas a quatro meses no parcelamento facilitava o planejamento familiar e o n\u00e3o ac\u00famulo de d\u00edvidas\u201d, afirma o presidente da Febraban, Isaac Sidney.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Mais ou menos. O equil\u00edbrio existia porque era um sistema fechado que fazia a grana pingar em um lugar s\u00f3: o cofre do banco. Isso s\u00f3 come\u00e7ou a mudar em 2009.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 a chegada dos anos 2010, os cart\u00f5es da bandeira Mastercard s\u00f3 passavam nas m\u00e1quinas da Rede (do <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/noticias-sobre\/itau\">Ita\u00fa<\/a>); os da Visa, apenas nas da <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/noticias-sobre\/cielo\">Cielo<\/a> (que pertence ao Banco do Brasil e ao Bradesco). Por sinal, as empresas tinham outros nomes, Redecard e Visanet, o que deixava clara a filia\u00e7\u00e3o da bandeira com a m\u00e1quina. Era um duop\u00f3lio. Os lojistas precisavam ter duas maquininhas, pelas quais pagavam aluguel, para garantir que poderiam atender a todos os clientes.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2009, a Secretaria de Direito Econ\u00f4mico, vinculada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, decidiu pelo fim da exclusividade: todas as maquininhas precisavam aceitar todas as bandeiras. A decis\u00e3o abriu o mercado para o surgimento de concorrentes no setor. \u00c9 ali que aparecem as independentes <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/noticias-sobre\/pagseguro\">PagSeguro<\/a>, <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/noticias-sobre\/stone\">Stone<\/a> e Getnet (comprada depois pelo <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/noticias-sobre\/santander\">Santander<\/a>).<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo da d\u00e9cada, parte da receita das transa\u00e7\u00f5es com cart\u00e3o deixou de ir diretamente para os bancos e passou a cair na conta das maquininhas. N\u00e3o s\u00f3 isso: elas tamb\u00e9m passaram a oferecer a antecipa\u00e7\u00e3o de receb\u00edveis aos lojistas, concorrendo diretamente com os bancos no cr\u00e9dito.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Essa \u00e9 a principal queixa dos bancos atualmente. Em meio \u00e0 guerra dos cart\u00f5es, iniciada pela press\u00e3o por juros menores no rotativo, a Febraban apontou o dedo para as maquininhas.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A entidade analisou os resultados financeiros de PagSeguro e Stone, as duas empresas do setor que s\u00e3o independentes dos grandes bancos e t\u00eam a\u00e7\u00f5es negociadas em bolsa. A conclus\u00e3o da Febraban \u00e9 que, juntas, essas companhias teriam registrado preju\u00edzo de R$ 1 bilh\u00e3o em 2022 caso a \u00fanica fonte de receitas delas fossem as taxas de desconto \u2013 a receita original do segmento, l\u00e1 nos prim\u00f3rdios da ind\u00fastria.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Isso teria feito com que as maquininhas incentivassem lojistas a vender a prazo. Com mais parcelas, maior a necessidade de antecipa\u00e7\u00e3o dos receb\u00edveis.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Tudo isso com o chap\u00e9u alheio: o cr\u00e9dito ao consumidor \u00e9 oferecido pelo banco que emitiu o cart\u00e3o. Mesmo que o cliente n\u00e3o pague a fatura, o lojista recebe o valor da compra. Ou seja, ele n\u00e3o corre risco se decidir vender em presta\u00e7\u00f5es a perder de vista. E como o pagamento vai pingar na conta porque os bancos garantem, a operadora da maquininha tamb\u00e9m n\u00e3o tem risco de sofrer calote. Por isso ela teria mais motivos para promover o parcelamento infinito.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o \u00e9 diferente dos grandes bancos, com uma exce\u00e7\u00e3o. Rede e Getnet est\u00e3o \u201cescondidas\u201d dentro dos resultados financeiros de Ita\u00fa e Santander, isso depois de os dois banc\u00f5es terem aberto o capital das empresas, para logo depois fechar, ante um desempenho frustrante na bolsa. Das maquininhas ligadas aos banc\u00f5es, a \u00fanica que tem capital aberto \u00e9 a Cielo.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNaquele momento, os bancos criaram o parcelado sem juros sem a consci\u00eancia do tamanho que ele iria representar e os efeitos adicionais do subs\u00eddio cruzado. Agora o g\u00eanio saiu da garrafa e ningu\u00e9m consegue coloc\u00e1-lo de volta\u201d, afirma Boanerges Freire.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que se tenta resolver os problemas dos juros altos do cart\u00e3o. Em 2017, o Banco Central decidiu que nenhum cliente poderia ficar mais de um m\u00eas no rotativo. Depois desse per\u00edodo, o banco \u00e9 obrigado a parcelar a fatura do cliente, cobrando uma taxa mais baixa.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Na pr\u00e1tica, os juros m\u00e9dios de 445% ao ano n\u00e3o existem, j\u00e1 que nenhum cliente pode usar a linha por 12 meses. A taxa m\u00e9dia mensal \u00e9 de 15,2%, o que significa que uma d\u00edvida de R$ 1 mil se transforma primeiro em R$ 1.152. Passados os 30 dias, o cliente tem duas possibilidades: quitar o valor total ou parcelar a fatura, a juros menores.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Quando essas regras foram criadas, os juros do rotativo estavam em 480% ao ano, enquanto os de parcelamento eram de 163% (8,4% ao m\u00eas). Atualmente, o parcelamento de fatura custa 195% ao ano (9,4% mensais), de acordo com o Banco Central.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Acontece que esses percentuais m\u00e9dios de parcelamento no cart\u00e3o incluem todos os tipos de pagamento a presta\u00e7\u00e3o com o pl\u00e1stico, at\u00e9 as compras parceladas pelo pr\u00f3prio banco e que costumam ter juros de 5% ao m\u00eas. Essa taxa m\u00e9dia publicada pelo BC n\u00e3o reflete, portanto, o quanto os bancos realmente cobram para financiar uma fatura que deixou de ser paga integralmente pelo cliente.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Veja dois exemplos reais extra\u00eddos dos aplicativos de bancos: no banco A, o juro do rotativo oferecido ao cliente era de 15,69% ao m\u00eas, enquanto o parcelamento posterior da fatura era de 12,69%. No banco B, o rotativo custava 13,75% ao m\u00eas, mas se o cliente precisasse parcelar o saldo da fatura pagaria praticamente a mesma coisa \u2013 13,5%.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Vamos \u00e0s contas com base no primeiro caso: uma d\u00edvida de R$ 1 mil no rotativo se converte em R$ 1.157 no primeiro m\u00eas. Esse valor, dividido em 10 vezes com os juros do parcelado, vira um d\u00e9bito de R$ 3.820 \u2013 mais que o triplo do valor original da fatura. Se, em vez de parcelar a d\u00edvida, o cliente contratasse um cr\u00e9dito pessoal, pagaria R$ 1.993, 48% mais barato do que renegociar via cart\u00e3o.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Ou seja: o parcelamento de fatura tamb\u00e9m \u00e9 surrealmente caro. A inadimpl\u00eancia fica na faixa de 10%, contra 50% nos calotes no rotativo. Isso significa que as perdas dos bancos s\u00e3o bem menores quando o parcelamento acontece. Ainda assim, a taxa dessa modalidade \u00e9 o dobro da m\u00e9dia de todos os cr\u00e9ditos concedidos a consumidores.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Os n\u00fameros mostram um erro crasso no debate sobre como resolver a crise do cart\u00e3o de cr\u00e9dito: mirar apenas o rotativo, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o problema central do produto, apesar dos juros elevados. Portanto, a proposta que chegou a ser aventada pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de acabar com o rotativo, \u00e9 in\u00f3cua. O que ele sugeriu \u00e9 que todo cliente que deixasse de pagar a fatura integralmente deveria ir direto para um parcelamento, n\u00e3o se atentando ao fato de que os juros dessa linha tamb\u00e9m t\u00eam potencial de estrangular o cliente.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 o Congresso decidiu seguir pela mais draconiana das medidas: impor um teto de juros. A ideia \u00e9 que bancos precisar\u00e3o aprovar, junto ao CMN, todos os anos, a taxa m\u00e1xima de juros cobradas no rotativo e no parcelamento de faturas. Caso n\u00e3o haja acordo, a lei prev\u00ea que uma d\u00edvida no cart\u00e3o poder\u00e1 crescer apenas 100%.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Os bancos afirmaram que limite de juros acabaria levando a uma redu\u00e7\u00e3o na oferta de cart\u00f5es. As evid\u00eancias, por\u00e9m, mostram o contr\u00e1rio.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">No fim de 2018 existiam 184 milh\u00f5es de cart\u00f5es de cr\u00e9dito no pa\u00eds. Quatro anos depois, s\u00e3o 430 milh\u00f5es, um crescimento de 134%. A disparada \u00e9 cortesia da expans\u00e3o da concorr\u00eancia.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Bancos digitais passaram a oferecer cart\u00e3o de cr\u00e9dito, a maior parte deles sem anuidade, para atrair clientes que antes se serviam apenas nos grandes bancos. A vantagem de come\u00e7ar pelo cart\u00e3o de cr\u00e9dito era justamente ganhar a receita da tarifa de interc\u00e2mbio, aquela que o banco recebe a cada vez que o cliente usa o cart\u00e3o.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">E havia demanda: por muitos anos, os bancos foram extremamente cautelosos na hora de dar cart\u00e3o ao consumidor. Eles at\u00e9 emitiam o produto a clientes de renda menor, mas concediam limites extremamente baixos. Era um jeito de ganhar com a anuidade, mas limitar os riscos de calotes.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">E n\u00e3o havia muito para onde correr, j\u00e1 que, no passado, voc\u00ea mantinha uma conta banc\u00e1ria, aquela em que recebia o sal\u00e1rio, e esse era o passaporte para ter acesso a servi\u00e7os de cr\u00e9dito. Se o banco A, com acesso a sua renda, te concedesse um limite baixo no cart\u00e3o, dificilmente o B, sem a mesma garantia, seria mais generoso.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A\u00ed clientes de renda e limite mais baixo se socorriam com cart\u00f5es ou nos carn\u00eas de lojas para consumir. As fintechs chegaram para fechar essa lacuna, o que elevou a capacidade de endividamento do p\u00fablico \u2013 e o risco de calote para os bancos.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2019, de todos os cart\u00f5es em circula\u00e7\u00e3o, 50 milh\u00f5es haviam sido emitidos por grandes bancos, ante 8 milh\u00f5es de fintechs. Tr\u00eas anos depois, as fintechs eram respons\u00e1veis por 36 milh\u00f5es dos cart\u00f5es em circula\u00e7\u00e3o, enquanto os bancos det\u00eam 57 milh\u00f5es. Em termos percentuais, os banc\u00f5es avan\u00e7aram 14%, enquanto as fintechs dispararam 350%.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 uma quest\u00e3o matem\u00e1tica: quando se parte de uma base menor, \u00e9 natural que o crescimento em termos percentuais seja maior. Mas essa disparidade de aumento na oferta de cart\u00f5es tem sido apontada pelos bancos como mais uma raz\u00e3o para a disparada da inadimpl\u00eancia.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOs bancos t\u00eam mais capacidade de evitar uma sobreoferta do que os entrantes\u201d, defende Isaac Sidney, da Febraban.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A rigor, n\u00e3o faz tanta diferen\u00e7a. A tarefa de quem concede cr\u00e9dito, seja um banco consolidado ou uma fintech, \u00e9 justamente avaliar as condi\u00e7\u00f5es de mercado \u2013 se h\u00e1 muito ou pouco cr\u00e9dito dispon\u00edvel \u2013 para estimar o risco do cliente que est\u00e1 tomando o empr\u00e9stimo. Al\u00e9m disso, o aumento da concorr\u00eancia \u00e9 apenas mais um dos fatores que expandiram o uso do cart\u00e3o, junto com a renda, a infla\u00e7\u00e3o, a taxa b\u00e1sica de juros etc.\u00a0\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">E a teoria econ\u00f4mica mostra tamb\u00e9m o seguinte: h\u00e1 um limite de quanto um banco pode subir os juros para cobrir a inadimpl\u00eancia de uma linha de cr\u00e9dito. A partir de um determinado ponto, os juros altos tiram apenas bons pagadores da jogada, gente que n\u00e3o vai topar custo de 400% ao ano, mas n\u00e3o repelem os maus \u2013 e a\u00ed n\u00e3o tem milagre que fa\u00e7a a conta fechar.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, um exemplo brasileiro mostra que o teto de juros pode, sim, ser eficiente. Em 2020, o Banco Central decidiu que os bancos deveriam cobrar no m\u00e1ximo 8% ao m\u00eas no <a href=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/economia\/teto-de-juros-do-cheque-especial-mostra-que-e-coerente-limitar-a-taxa-do-rotativo\">cheque especial<\/a>. Motivo: um estudo conduzido pela equipe econ\u00f4mica da entidade concluiu que clientes do cr\u00e9dito emergencial s\u00e3o pouco sens\u00edveis \u00e0 taxa cobrada. O juro poderia ser de 2% ou de 20%, e a demanda seria a mesma. Na pr\u00e1tica, o Banco Central entendeu que os valores cobrados eram abusivos e imp\u00f4s um limite.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c0 \u00e9poca, os bancos disseram que o teto de juros reduziria a oferta de cr\u00e9dito.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">De fato: no primeiro ano, o uso do cheque especial caiu, mas foi no per\u00edodo da pandemia, quando o governo pagou o aux\u00edlio emergencial e o com\u00e9rcio fechado reduziu os gastos dos brasileiros. Naquele per\u00edodo, o endividamento como um todo diminuiu. Atualmente, o uso do cheque especial est\u00e1 43% acima do fim de 2019, antes de o teto de juros entrar em vigor. E a inadimpl\u00eancia caiu de 17% para 12%. O BC n\u00e3o conduziu estudo semelhante para o cart\u00e3o.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o significa que juros mais baixos, voluntariamente ou por decis\u00e3o pol\u00edtica, resolveriam automaticamente o problema do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Em 2012, o Ita\u00fa lan\u00e7ou um cart\u00e3o chamado de 2.0, com uma taxa de juros de 5% ao m\u00eas, quando o mercado cobrava em m\u00e9dia 12%.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A ideia era a seguinte: se o usu\u00e1rio desse cart\u00e3o quitasse o valor da fatura, ele continuaria a funcionar da maneira tradicional, sem juros. Mas se o cliente entrasse no rotativo, todas as novas compras feitas no cart\u00e3o passariam a ser sujeitas a juros at\u00e9 que o d\u00e9bito pedalado fosse pago. A modalidade foi extinta em 2020 sem nunca roubar espa\u00e7o significativo no portf\u00f3lio do banco. A maioria dos clientes tinha o cart\u00e3o tradicional. O produto tampouco foi copiado por outras institui\u00e7\u00f5es, um sinal de baixa ades\u00e3o \u00e0 modalidade. Convidamos o banco a falar sobre o produto e as raz\u00f5es para deixar de vend\u00ea-lo, mas a institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o quis comentar.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">O lance \u00e9 que o Ita\u00fa emulava o funcionamento do cart\u00e3o de cr\u00e9dito nos Estados Unidos, o pa\u00eds que sempre surge como exemplo de uso saud\u00e1vel do instrumento \u2013 ao menos para os bancos.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Dois ter\u00e7os do saldo do cart\u00e3o nos EUA est\u00e1 no rotativo. Quem atrasa uma fatura chega a levar dez meses para terminar de pagar o d\u00e9bito e ficar livre das taxas de juros sobre todas as compras. S\u00f3 que a taxa m\u00e9dia anual \u00e9 de 25%, pr\u00f3ximo de um cr\u00e9dito consignado no Brasil. A inadimpl\u00eancia \u00e9 baixa: 2,77%.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Uma das propostas colocadas na mesa de negocia\u00e7\u00e3o para o \u201cnovo cart\u00e3o de cr\u00e9dito\u201d \u00e9 uma mistura daquele 2.0 com o fim do rotativo. A ideia aventada pelos bancos \u00e9: se o cliente tiver de parcelar sua fatura, ele n\u00e3o poder\u00e1 dividir apenas o saldo devedor do m\u00eas. A proposta defendida pelos bancos exigiria que ele colocasse junto no pacote as compras parceladas que ainda n\u00e3o venceram, reempacotando todo o d\u00e9bito no cart\u00e3o em uma nova d\u00edvida \u2013 agora sujeita a juros.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Na pr\u00e1tica, isso elevaria o montante que os bancos conseguiriam monetizar do limite no cart\u00e3o.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\"><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o h\u00e1 um autor que assuma a paternidade da proposta. E a consequ\u00eancia seria um aumento nos juros sobre os consumidores que j\u00e1 pagam juros.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">O sonho dos bancos brasileiros sempre foi que mais clientes usassem o rotativo. Quando o Nubank foi criado, uma das vantagens que ele vendia era oferecer juros de 2% ao m\u00eas para uma parte dos clientes. O plano era incentiv\u00e1-los a usarem a linha de forma saud\u00e1vel, como um cr\u00e9dito normal. Procurado, o banco n\u00e3o quis comentar o assunto \u2013 hoje, a taxa m\u00e9dia de juros da institui\u00e7\u00e3o no rotativo \u00e9 de 13,06% ao ano.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A Febraban nega que tenha essa inten\u00e7\u00e3o, mas, se a entidade pudesse, acabaria com o parcelamento sem juros. N\u00e3o \u00e9 for\u00e7a de express\u00e3o. O motivo principal \u00e9 que n\u00e3o existe parcelamento sem juros. Se um lojista vende a prazo, ele tem um custo \u2013 e cobra por isso no valor do produto que vendeu.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Mas n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples. Uma pesquisa Datafolha mostrou que apenas 56% dos lojistas de S\u00e3o Paulo oferecem algum desconto para pagamento \u00e0 vista \u2013 em geral, 5%. Significa que em boa parte dos casos n\u00e3o compensa pagar \u00e0 vista. Ponto. Nesse caso, voc\u00ea paga o juro embutido sem obter a vantagem do parcelamento. Sabe a l\u00f3gica da meia-entrada, que faz com que a inteira custe o dobro? Ent\u00e3o.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Se quisessem, os bancos poderiam, unilateralmente, bloquear ou criar regras mais duras para parcelamento \u201csem juros\u201d \u2013 agora com aspas. A prova disso \u00e9 que os bancos imp\u00f5em custos mais altos para quem saca dinheiro no cart\u00e3o ou usa o limite para pagar boletos.\u00a0<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Mas trata-se de uma medida impopular \u2013 e que s\u00f3 funcionaria se todos os emissores fizessem isso de forma coordenada. Afinal, voc\u00ea provavelmente iria para outro banco se o seu cart\u00e3o n\u00e3o permitisse o parcelamento.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">A outra medida que os bancos t\u00eam defendido \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma tarifa para o parcelamento sem juros. De forma pr\u00e1tica, ela seria a taxa de juros que os bancos tanto desejam, mas com outro nome. E com o potencial efeito de diminuir o uso do parcelamento. Essa proposta tem o apoio do presidente do Banco Central.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Via de regra, as pessoas n\u00e3o olham tanto para o juro. O que importa \u00e9 se valor da parcela cabe ou n\u00e3o no bolso. Agora pense no seguinte: se o desconto para pagamento \u00e0 vista \u00e9 de 5% e o custo m\u00e9dio para pagamento no cart\u00e3o \u00e9 de 2,34%, o juro de fato da coisa parcelada \u00e9 de 2,66% por compra, independentemente da quantidade de parcelas.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Os bancos que oferecem o credi\u00e1rio do cart\u00e3o, uma modalidade concorrente do parcelado sem juros, cobram bem mais do que isso: no m\u00ednimo 1,99% ao m\u00eas. Um parcelamento em duas vezes via banco \u00e9 mais caro do que o parcelamento \u201csem juros\u201d da loja.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">O alto grau de depend\u00eancia da economia no parcelado sem juros fala por si s\u00f3: o brasileiro viciou-se na modalidade. A quantidade de pequenas presta\u00e7\u00f5es na fatura do cart\u00e3o de cr\u00e9dito eleva o risco de descontrole financeiro e de inadimpl\u00eancia. N\u00e3o por pura irresponsabilidade do consumidor.Os \u00faltimos anos foram marcados pelo uso do cart\u00e3o de cr\u00e9dito para compras b\u00e1sicas, como o supermercado, em momentos de dificuldade. E foi nesse contexto que nunca os brasileiros receberam tanto cr\u00e9dito.<\/span><br \/><span style=\"font-weight: 400;\">Qualquer mudan\u00e7a no cart\u00e3o de cr\u00e9dito precisa lembrar como foi que chegamos a essa situa\u00e7\u00e3o de descontrole. N\u00e3o foi o consumidor quem inventou o dez vezes sem juros \u2013 e n\u00e3o deve ser ele quem deveria ser respons\u00e1vel por acabar com essa jabuticaba.<\/span><br \/> \t              \t              <span>Assine<\/span> \t            <br \/> \t              \t              <span>Assine<\/span> \t            <br \/> \t              \t              <span>Assine<\/span> \t            <br \/> \t              \t              <span>Assine<\/span> \t            <br \/> \t              \t              <span>Assine<\/span> \t            <br \/> \t              \t              <span>Assine<\/span> \t            <br \/>Leia tamb\u00e9m no <a href=\"https:\/\/www.goread.com.br\/?utm_campaign=sr_vcsa_botaocapa&#038;utm_medium=editorial&#038;utm_source=sites-parceiros\"><img width=\"85\" height=\"17\" data-src=\"https:\/\/vocesa.abril.com.br\/wp-content\/themes\/abril-master2\/assets\/img\/logo_goread.svg\" alt=\"GoRead\" aria-label=\"Logo Veja\" class=\"lazyload\"><\/a><br \/>Abril Comunica\u00e7\u00f5es S.A., CNPJ 44.597.052\/0001-62 &#8211; Todos os direitos reservados.<br \/>Essa \u00e9 uma mat\u00e9ria exclusiva para assinantes. 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